Produção audiovisual
12/07/2004, 19:28

Estudo da Ancine mostra concentração no Sudeste

POR REDAÇÃO

A Ancine divulgou nesta terça, 13, estudo inédito sobre os projetos para a produção de obras cinematográficas registrados na agência de 1995 até 2003. A agência analisou 579 projetos de produção aprovados no período, dos quais apenas 257 têm valores captados. Do total, 62% são para projetos de ficção e 37% para documentários. Os projetos de ficção têm maior facilidade de captação de patrocínio ou apoio com base na legislação: 85% deles conseguiram recursos no mercado. Também os valores obtidos pelos projetos de ficção são mais altos, em média: R$ 2,980 milhões por projeto de ficção, contra R$ 845 mil para projetos de documentário.
Segundo o estudo da Ancine, projetos que estão amarrados a distribuidoras têm, em geral, mais facilidade de conseguir recursos. Em média, cada projeto com distribuidora conseguiu captar R$ 1,615 milhão, contra R$ 757 mil por projeto para aqueles sem distribuição garantida. Os que foram efetivamente exibidos captaram, em média, bem mais: R$ 2,57 milhões.
Os 579 projetos registrados pela Ancine foram apresentados por 375 produtoras diferentes. Quase 70% dos projetos autorizados para captação são de produtoras que apresentaram um único projeto, sendo que das 375 empresas proponentes com projetos ativos na agência, apenas 12 (3,2%) apresentam cinco projetos ou mais.
A distribuição geográfica dos projetos segue a distribuição econômica brasileira. Dos 579 projetos analisados, 86,4% são do Sudeste (83,5% das empresas proponentes). Em relação ao que foi captado, o estudo da Ancine mostra que 91,7% dos recursos se destinaram à região mais rica do Brasil. Segundo Gustavo Dahl, presidente da agência do cinema, os dados que estão sendo coletados "contribuem para a racionalidade e o equilíbrio da intervenção econômica, inclusive para estabelecer a dimensão e os limites da discricionariedade". Ele destaca ainda que a "transparência e aceleração do fluxo de informações são uma espécie de elixir miraculoso, que podem dar início a um processo de cura de todos os males. Sobretudo àqueles que nos dizem respeito, enquanto atividade econômica". Para Dahl, isto não existia até agora.

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