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Televisão
Grupo Estado quer, agora, emissoras no estado de São Paulo
segunda-feira, 13 de maio de 2002 , 18h44 | POR SAMUEL POSSEBON

O grupo O Estado de S. Paulo (OESP), que publica os jornais Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, controla a Rádio Eldorado e a Agência Estado, conseguiu mais uma outorga de TV aberta. O Ministério das Comunicações autorizou a Rádio Eldorado a retransmitir, pelo canal 36 em UHF da cidade de São Paulo, o sinal da emissora do grupo de Santa Inês no Maranhão, comprada da família Sarney no final do ano passado.
Na verdade, o negócio está apenas no começo. Como reconheceu Francisco Mesquita Neto, diretor-superintendente do Grupo Estado, em entrevista ao PAY-TV News, não faz sentido retransmitir programação do Maranhão na cidade de São Paulo. Até porque, além da programação regional, a TV Santa Inês é afiliada da TV Cultura, que tem sede e geração na cidade de São Paulo. "Procuraremos fazer em Santa Inês uma programação regional que tenha interesse nacional. Mas queremos outra emissora de TV em São Paulo, até para poder retransmitir uma geradora mais próxima de São Paulo", explica Mesquita. O grupo Estado trabalha com duas possibilidades: conseguir duas ou três geradoras no estado de São Paulo através de licitação ou comprar emissoras já existentes. "Obviamente, não nos interessa as que a Globo está vendendo porque estas já têm programação Globo, e nós queremos fazer programação própria", afirmou.
Mesquita revela que a estratégia do grupo está fundamentada nas mudanças das regras constitucionais que permitirão a capitalização da empresa e também na implantação de TV digital. "Com as novas regras constitucionais, teremos mais facilidade de acesso porque as nossas empresas, inclusive as emissoras, poderão ser controladas por pessoas jurídicas. Fundos de pensão, bancos de investimentos, mercado acionários, todos estes poderão ser nossos investidores", diz ele, minimizando a importância imediata do capital estrangeiro: "nesse caso, dependeríamos da regulamentação complementar, o que toma tempo".
A crítica feita por analistas do setor de televisão à autorização dada ao grupo Estado é que são limitadíssimas as possibilidades de retransmissoras em São Paulo (pela canalização planejada pela Anatel, caberiam, com este, apenas dois novos canais), e a autorização foi dada justamente a uma emissora do Maranhão. Outra crítica é o fato de que, obviamente, o grupo Estado ainda não está com programação desenvolvida para ocupar o canal. Segundo o release oficial, o sinal entra no ar em caráter comercial apenas em 2003. O projeto, contudo, está adiantado: o novo canal em São Paulo tem prédio e está em fase de compra de equipamentos.

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