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13/07/2004, 16:39

Balanço da Sony aponta alta de produtos de vídeo

POR REDAÇÃO

Os números do ano fiscal de 2003 da Sony, encerrado em 31 de março e apresentados nesta terça, 13, pelo presidente da empresa no Brasil, Minoru Itaya, apontam alguns fenômenos interessantes nos hábitos do consumidor de produtos de áudio e vídeo. O mais notável é a explosão nas vendas de câmeras e filmadoras digitais. No Brasil, durante o primeiro semestre de 2004 (ano calendário), a venda de camcorders de uso doméstico aumentou 64%, e a de câmeras digitais quintuplicou em relação ao semestre anterior. Outros equipamentos ligados à produção e exibição doméstica de imagens também tiveram aumento expressivo nas vendas. Home theaters, por exemplo, venderam 97% a mais, e os aparelhos de TV cresceram 105% (graças, principalmente à introdução do modelo de 21?, alternativa de tamanho de que a Sony não dispunha). Por outro lado, a venda de sistemas de áudio (como mini-systems e CD players) cresceu apenas 5% no período. Aliás, este segmento vem apresentando queda nas vendas globais. Segundo Itaya, isso acontece porque cada vez mais as pessoas armazenam e reproduzem músicas em equipamentos de IT, como computadores ou PDAs. Também chama atenção o aumento nas vendas de TVs de cristal líquido (LCD) e plasma, em detrimento das tradicionais TVs de tubo de raio catódico (CRT). As vendas mundiais de LCD e plasma triplicaram em 2002 e dobraram em 2003. No Japão, 50% dos aparelhos vendidos já não são mais de CRT.
No geral, as vendas da Sony do Brasil no 1º semestre cresceram 64%. As receitas totalizaram R$ 816 milhões em 2003 (ano fiscal), um crescimento de 21% em relação a 2002. Para 2004, a previsão é de crescer outros 23%, chegando a R$ 1 bilhão em vendas. A área de equipamentos profissionais corresponde a 20% do total.
Outro fenômeno interessante é a multiplicação de modelos. No pico de sua produção, em 1996, quando entregou 1,85 milhão de peças, a Sony do Brasil lançou 25 produtos, divididos em quatro linhas. Após um período de forte queda na produção, a empresa vem se recuperando e deve produzir em 2004 cerca de 1,5 milhão de peças. Mas agora são 58 lançamentos diferentes, divididos em oito categorias.

Concorrência com Internet

A Sony vem sentindo de perto os efeitos da digitalização dos conteúdos e de sua disponibilidade na Internet, através de serviços peer-to-peer ou de downloads de sites piratas. A receita do braço cinematográfico da empresa caiu 6% em 2003. Segundo Itaya, isso deveu-se principalmente à falta de um blockbuster, e a situação deve melhorar este ano com ?O Homem-Aranha 2?. Mas no caso da Sony Music, o braço fonográfico da corporação, que teve queda de 6% no faturamento anual, a explicação é uma só: ?as pessoas não compram mais CD?, disse o presidente. Ele afirma, no entanto, que, mesmo com receita menor, o lucro da empresa com música melhorou, devido a uma redução de custos. Ainda assim, o setor que registrou maior aumento de lucratividade dentro do grupo foi o de serviços financeiros. A Sony Japão atua em financiamentos e seguros. O lucro desta área cresceu 142% em 2003.

No mundo

Segundo Minoru Itaya, a Sony mundial vendeu US$ 72,1 bilhões no ano fiscal de 2003, um crescimento de apenas 0,3% em relação ao ano anterior. O crescimento de vendas de 6,1% no Japão e 6,1% na América Latina, Ásia e África foi compensado por uma queda de 11,8% nas vendas para os EUA. Mas segundo Itaya, estes números não representam bem a realidade, porque as vendas no mercado americano se mantiveram estáveis em dólar, e a queda no balanço deve-se à variação cambial do dólar frente ao yen.
Equipamentos de vídeo respondem pelo primeiro lugar nas vendas da empresa japonesa, seguidos de aparelhos de TV. Os videogames, estrelas do ano passado, caíram da primeira para a quinta posição, com uma queda de 18% nas vendas.

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