Televisão
13/07/2005, 17:23

Cultura critica ausência de canal no line-up da Net

POR REDAÇÃO

O diretor presidente da TV Cultura, Marcos Mendonça, fez um balanço do primeiro ano de sua gestão, que teve início em junho de 2004 e deve terminar em 2007. Mendonça destacou a retomada das produções próprias, o lançamento da Cultura Marcas, que licencia os produtos da emissora, as novidades na grade de programação e a criação do canal de TV por assinatura TV Rá-Tim-Bum.
Ele lembra que a TV Rá-Tim-Bum, cuja criação custou à Fundação Padre Anchieta cerca de R$2 milhões, é disponibilizada pela Neo TV, atingindo cerca de 600 mil assinantes de 29 operadoras, mas não pela Net. Mendonça fez dura críticas à operadora, que não abre seu line-up para o canal infantil da Padre Anchieta. "Eu não consigo entrar na Net, que transmite todos os canais infantis estrangeiros e não o único canal da TV brasileira. Estamos batendo na nossa capacidade máxima de assinantes fora da Net", disse o presidente da Fundação Padre Anchieta. "Eles alegam que não há espaço, mas são cinco canais estrangeiros", completou. Mendonça afirmou ainda que, por enquanto, não existem planos de lançar novos canais para a TV por assinatura.

Retomada da produção

Mendonça lembrou que a primeira produção retomada foi a do programa "Cocoricó". Temos, no total, oito programas infantis com episódios inéditos no ar", disse. Mendonça rebateu ainda as críticas à sua gestão, que estaria deixando de lado o perfil cultural da TV Cultura. "Não tirei nada do ar, só criei programas novos e retomei a produção de antigos", lembrou. "Nossa preocupação ainda é com a qualidade da programação, preciso lembrar que 15 minutos de "Cocoricó" custam R$ 60 mil.

Investimentos

A emissora, que teve em 2004 um orçamento de R$ 120 milhões, sendo R$ 80 milhões provenientes do Governo e outros R$ 40 vindos de publicidade, venda de produtos e prestação de serviços, investe agora na digitalização de seu acervo, que conta com cerca de 125 mil horas de programação. "Foram investidos cerca de R$ 20 milhões em equipamentos", conclui o presidente.
Quanto aos planos de co-produzir animação e telefilmes, Medonça disse que se trata de um trabalho de longo prazo. "Por enquanto, estamos cadastrando produtores independentes nacionais. Não existe escala no Brasil para animações e nem prateleira para vender lá fora. Queremos ajudar a criar essa escala", disse. Medonça disse ainda que está negociando com o canal francês TV5 a co-produção de telefilmes no Brasil.

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