Mídia
14/01/2004, 18:26

Copa é parte central da reestruturação da Globopar

POR REDAÇÃO

Um dos grandes desafios do grupo Globo no processo de renegociação de suas dívidas é a Copa do Mundo de 2006, garantem fontes que acompanham o processo de discussão com os credores. O grupo teria que desembolsar, pelo contrato celebrado antes da Copa de 2002, cerca de US$ 240 milhões. Já deixou de pagar a primeira parcela desse montante (que venceu em meados de 2003) e renegocia o total. Jorge Nóbrega, membro do conselho de administração do grupo, diz que esse assunto é um dos vários pontos que estão sob severas cláusulas de confidencialidade no processo de renegociação e que, portanto, não são comentadas pela Globo.
Segundo informações apuradas junto a fontes de mercado, a Globo estaria buscando, como parte do acerto com os credores, valores bem mais modestos para os direitos da Copa de 2006. Algo em linha com o que as redes de TV no México pagaram pela Copa de 2002 (cerca de US$ 18 milhões), ocasião em que a Globo, pagando US$ 210 milhões, cobriu 25% de toda a receita da Fifa com o Mundial. Os números da negociação atual não são comentados pela Globo. Outras informações dão conta de que a Globo teria pedido aos credores liberdade de negociar até o montante de US$ 50 milhões pelos direitos da Copa, teto negado pelo comitê de negociação.

Sky

Outro tema na ordem do dia das negociações da Globo é a participação do grupo na operadora Sky. Segundo Jorge Nóbrega, essas conversas também não estão concluídas. Em 2002, o grupo reduziu a sua participação em favor da News Corp. para evitar comprometimento com aportes de capital. O mesmo deve acontecer agora, com diluição da posição da Globo na operadora de DTH. Ao mesmo tempo, a Globo, que não deve sair totalmente da sociedade, negocia garantias de distribuição de seu conteúdo pela operadora.

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