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ABTA 2002
Problemas de programação esquentam debates
terça-feira, 15 de outubro de 2002 , 22h21 | POR REDAÇÃO

As sessões do Congresso da ABTA 2002 esquentaram mesmo durante a discussão sobre a reforma dos line-ups e as mudanças no relacionamento entre operadoras e programadoras. Os programadores internacionais, numa atitude sintomática do momento de conflito vivido entre as partes da indústria, preferiram não aparecer para debater em público as questões colocadas. Restou a Alberto Pecegueiro, diretor geral da Globosat, contrapor as teses dos operadores. Sobre a questão recorrente da exclusividade de programação, Pecegueiro manteve o discurso do grupo, mas atribuindo mais peso aos programadores. "Por enquanto, a exclusividade é algo que interessa aos nossos clientes. No dia que isso deixar de fazer sentido para Net, Sky e outras franqueadas da Net Brasil, nós vamos tentar vender para quem ainda estiver interessado em comprar", afirmou, jogando a responsabilidade de uma revisão desse modelo para as duas maiores operadoras do país, Net Serviços e Sky. Vale lembrar que os contratos de programação das duas empresas têm vínculos (uma só quebra a exclusividade se a outra quebrar), e que as posições são divergentes: Luiz Antonio Viana, CEO da Net, afirmou na última edição de PAY-TV ser pessoalmente contra a exclusividade e que se rever esse modelo implicar redução de custo, isso poderia ser feito em um prazo controlado. Já Rômulo Pontual, presidente do conselho da Sky e VP de plataformas de TV da News Corp., disse que é interesse da operadora manter um diferencial de conteúdo.
Philippe Boutaud, diretor geral da DirecTV no Brasil, voltou a afirmar seu interesse em ter programação Globosat, afirmou que seus contratos de exclusividade seriam revistos caso a Sky fizesse o mesmo e alertou para o risco que a indústria corre de se inviabilizar totalmente antes do final de 2003 se o impasse entre programadores e operadores permanecer. "Não é mais possível manter a situação atual com a desvalorização cambial que enfrentamos".
Chris Torto, presidente da NeoTV e CEO da Horizon, lembrou que hoje, dos três principais problemas da TV paga que no seu entendimento impedem o crescimentos das empresas, postes, impostos e programação, o último é o único que pode ser resolvido internamente e voltou a pedir empacotamentos mais flexíveis, valores em reais e o fim da exclusividade. Alberto Pecegueiro lembrou que hoje a maior parte dos contratos não traz mais vínculo direto com as oscilações na cotação da moeda norte-americana.

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