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15/12/2014, 16:55

Cine Group aposta em ficção e busca ampliação do volume de produções em 2015

POR FERNANDO LAUTERJUNG

Em 2014 o Cine Group teve uma produção indicada ao Emmy Internacional e vencedora dos prêmios NET TELAS, na categoria non-script de não-ficção, e APCA, de variedades: a série "O Infiltrado", exibida no History Channel e apresentada pelo jornalista Fred Melo Paiva. O ano também marcou o início do investimento da produtora na área de ficção.

Apesar do bom resultado colhido com a série "O Infiltrado" e de um aumento de 8% em faturamento, a produtora, especializada em produções para televisão, sentiu uma queda no volume de produções. "Os grandes eventos do ano, que ocuparam bastante espaço nas grades de televisão, e as eleições acabaram impactando na demanda", diz Mônica Monteiro, CEO da empresa. "Produzimos 17 programas de televisão, além de documentários. Em 2013, fizemos 20 programas", conta a executiva.

Em 2015, a meta é voltar ao patamar anterior de volume de produções e ampliar o investimento iniciado em 2014 em conteúdos de ficção. "2015 será o nosso segundo ano de investimento em ficção. O Brasil tem o costume de ver ficção. O brasileiro gosta de ver boas histórias e bons atores", diz Mônica. A expectativa é que a primeira ficção comece a ser gravada ainda em 2015. "O orçamento daria para fazer vários realities e sabemos que não vamos ter lucratividade com um programa só, mas já temos fôlego para isso", conta a CEO.

Talentos

Segundo Mônica Monteiro, o Cine Group está investindo sobretudo em talentos, com destaque para as salas de roteiros – "essa é a grande lacuna que existe no Brasil".

"Quando começamos, fazíamos um ou dois programas e não ganhávamos nada. Em realities, só dá para ganhar com 15 programas ou mais. Hoje temos retorno. Com as salas de roteiros de ficção, será o mesmo tipo de investimento. Só vamos ganhar quando tivermos volume", conta.

Para bancar as produções, a executiva diz que não dá para contar apenas com recursos incentivados e dos fundos públicos, principalmente por conta da morosidade incompatível com a dinâmica da televisão. "Temos buscado muito branded content, trabalhando com as agências de publicidade e os anunciantes. Sem dúvida vamos usar isso também nas produções de ficção. Nosso business plan já leva em conta isso: cabo (canal linear), on demand e patrocinadores", finzaliza. 

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