Indústria
17/07/2003, 14:23

Philips oficializa parceria para laboratório em Manaus

POR FERNANDO LAUTERJUNG

A Philips, a Universidade do Estado do Amazonas e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo assinaram, em cerimônia realizada hoje em Manaus, acordo para estabelecer o Laboratório Philips da Amazônia – Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento. Na cerimônia, transmitida via satélite para alguns jornalistas nos estúdios da TV Cultura de São Paulo, o diretor do laboratório, Walter Duran, não descartou a participação da Philips no Grupo Executivo do Projeto de TV Digital (GET). "Certamente o laboratório terá participação significativa nos estudos nacionais", disse Duran.
Já o presidente da Philips para o Brasil e América Latina, Marcos Magalhães, disse que o potencial de vendas de aparelhos digitais, assim que o padrão for definido, é pequeno e deve levar de cinco a sete anos para que se atinja o pico de vendas. Quanto ao potencial de exportação, Magalhães afirmou que "se escolhido um padrão global, teremos potencial de exportação".

Pesquisas

Na cerimônia também foram apresentados os primeiros trabalhos do laboratório, que terá um conselho multidisciplinar e será dividido em células. Cada uma destas células ficará responsável por uma determinada pesquisa e terá equipe e orçamento independentes.
Um núcleo do instituto ficará responsável por estudos e desenvolvimento de ferramentas para TV digital interativa baseadas na plataforma DVB-MHP. Outro núcleo terá como foco de pesquisa o projeto Cismundus (Convergence of IP Based Services for Mobile Users and Netwoeks in DVB-T and UMTS Systems). Trata-se de um projeto que visa criar um ambiente de comunicação, integrando tecnologia de celulares GSM e TV digital (no padrão DVB). As pesquisas deste segundo núcleo serão feitas em parceria com a TV Cultura, que, segundo o gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação da emissora, Ivan Isola, é a coordenadora do projeto Cismundus no Brasil e está interessada em novas linguagens de TV.
Segundo o presidente da Philips, estas pesquisas serão usadas, enquanto não houver TV digital no Brasil, para desenvolver produtos exportáveis.
O investimento inicial para o laboratório foi de R$ 5 milhões, divididos entre custos de estabelecimento e contratação de profissionais. A Poli-USP dará suporte com mestres e doutores para, junto aos pesquisadores da UEA, desenvolverem as pesquisas no novo centro.

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