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Para NexTVision, set-top boxes podem desaparecer do mercado
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 , 18h40 | POR FERNANDO LAUTERJUNG

Os set-top boxes devem desaparecer nos próximos anos. A previsão é do CEO da NexTVision, Marcos Galassi. Segundo ele, os set-top boxes como os conhecemos hoje, plataformas fechadas dedicadas a um único serviço e sem qualquer possibilidade de customização por parte dos usuários, devem começar a ser substituídos no mercado em 2010, ano que marcará o início de uma fase de transição. Segundo Galassi, o custo dos chipsets de PCs, que contam com escala significativamente maior, estão mais baixos, tornando os "net-tops" mais competitivos que os set-top boxes dedicados. Como exemplo, cita alguns modelos de equipamentos já lançados no mercado norte-americano por fabricantes tradicionais de PCs como Lenovo, Dell e Acer. São equipamentos que podem acessar diversas plataformas e serviços, explica, e contam com muito mais recursos que as caixinhas atualmente difundidas na TV por assinatura. "Com esses equipamentos dá para acessar o pay-per-view de um estúdio, o YouTube, uma locadora virtual e até a TV por assinatura, desde que suporte o acesso condicional e tenha uma entrada para o cartão", diz.
Futuro próximo
Embora aposte fortemente nesta tendência, Galassi diz que continua investindo nas plataformas IPTV com set-top boxes. A NexTVision desenvolveu recentemente uma plataforma capaz de trabalhar com resoluções 1080p. Ainda em fase protótipo, a plataforma está sendo negociada com empresas de diversos países interessadas em licenciar o middleware e o desenho do hardware. "É a solução para podermos gerar alguma escala", explica o executivo da NexTVision. Segundo ele, a plataforma está em fase adiantada de negociação com um empresa sueca, interessada em usá-la no mercado europeu.
Trata-se de uma plataforma voltada ao mercado de distribuição de conteúdo diretamente ao usuário final, nos moldes da locadora virtual norte-americana Netflix, mas podendo operar em redes mais modestas. "Acho que, por enquanto, o que limita este tipo de serviço no Brasil é o conteúdo, os estúdios", diz Galassi. Segundo ele, é possível explorar o serviço mesmo em banda estreita, desde que não seja através do streaming de vídeo. É viável, por exemplo, oferecer o serviço de near video on demand mesmo em redes de 64 kbps. "Em 24 horas, dá para enviar um filme inteiro usando uma banda de 20 kbps", diz.

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