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Alusa assina quatro contratos de TV a cabo
terça-feira, 18 de Maio de 1999 , 20h52 | POR REDAÇÃO

A Alusa (Cia. Técnica 614) assinou nesta terça, dia 18, os contratos para a prestação do serviço de TV a cabo em quatro localidades: São José dos Campos/SP, Guarulhos/SP, João Pessoa/PB e Maceió/AL. O consórcio Cia. Técnica 614 com o qual a Alusa entrou na disputa pelas concessões criou quatro empresas com razões sociais diferentes, uma para cada cidade onde deverá operar. Segundo Gustavo Alberto de Godoy, diretor da Alusa, cada operação terá características locais, e por isso foi adotada tal estrutura. Apesar de a Alusa garantir que está sendo apenas "insistentemente procurada pela Canbrás" para negociação nas operações de Guarulhos e São José dos Campos, este noticiário apurou que uma parceria entre as empresas é praticamente certa. Em João Pessoa/PB, vai operar a 614 TVP João Pessoa S.A. A Alusa pagou pela outorga o valor total de R$ 3.407.933,00. Em Maceió/AL, a empresa será a 614 TVT Maceió S.A, pela qual pagou à Anatel R$ 4.790.146,00. Para a localidade de São José dos Campos/SP, onde a Alusa já opera TV por assinatura em alguns condomínios fechados, a empresa que vai operar é a 614 TVH Vale S.A. Para esta localidade, foi paga pela outorga apenas a primeira parcela, no valor de R$ 4.407.537,00. Em Guarulhos/SP, a maior praça conquistada pelo grupo, vai operar a 614 TVG Guarulhos S.A., onde foi paga a primeira parcela, no valor de R$ 6.010.277,50. A Alusa também opera há quatro anos a TVC Oeste Paulista, na cidade de Marília/SP. Gustavo de Godoy lembrou que esta experiência será útil nas novas operações. "Em Marília temos uma relação muito importante com a comunidade, operando dois canais locais, um dos quais comunitário. Nossa relação é muito boa com a Universidade de Marília, uma entidade privada, que inclusive produz o nosso canal local através do seu curso de comunicação social", relatou o executivo. Gustavo Godoy disse também que a empresa já foi procurada pelas universidades da Paraíba e de Alagoas para conhecer as possibilidades de utilização de canais universitários. A Alusa não acredita que terá problemas com as empresas de energia elétrica para contratar os postes e dutos necessários para sua operação. "Já temos uma boa experiência em Marília e em São José, e não acredito que tenhamos problemas com as duas empresas do Nordeste, que deverão ser privatizadas brevemente", disse Godoy. A empresa deverá gastar cerca de R$ 30 milhões pelas outorgas e investir mais R$ 70 milhões nos próximos dois anos para operar as quatro cidades. Segundo Godoy, a desvalorização do real promovida em janeiro deverá afetar apenas em 0,2% o prazo de retorno do investimento no prazo dos 15 anos da concessão. Além disso, as redes estão sendo construídas para operar outros serviços de telecomunicações. Godoy disse que a Alusa vem sendo procurada pelas empresas-espelho de telefonia fixa para fazer parcerias de operação. Gustavo Godoy disse que a empresa ainda não tem uma posição sobre as próximas áreas que serão licitadas pela Anatel. "Vai depender muito das possibilidades de promovermos uma integração com as áreas que ganhamos agora. Veja que desistimos de Olinda, não por ela não ser uma boa área, mas porque pretendíamos ganhar também Recife e Jaboatão", afirmou.

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