Programação
18/07/2005, 18:36

Para Mendonça, canal infantil nacional é "questão de patriotismo"

POR EDIANEZ PARENTE

No lançamento nesta segunda-feira, 18, de novas atrações para a linha de programas infantis da TV Cultura, o presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça, voltou a reclamar da barreira encontrada pelo canal infantil por assinatura TV Rá-Tim-Bum nos maiores sistemas de TV paga do País, Net e Sky. "A maior operadora ainda não nos abriu espaço; assim, ficamos de fora de quase 70% do mercado", disse. "É uma questão de patriotismo ter este canal para concorrer com os produtos feitos lá fora, que não têm nada a ver com a realidade do Brasil. E nossa produção é de alta qualidade; se entrarmos na Net, nossos recurso para produzir mais programação infantil vão aumentar", diz ele. Os 52 novos episódios do programa "Cocoricó", por exemplo, estrearam na TV Rá-Tim-Bum e só agora chegam à TV aberta. Sua viabilização só foi possível mediante patrocínio e a distribuição no canal pago – o canal tem hoje 600 mil assinantes. O orçamento de cada episódio está em R$ 60 mil. Desde 2002 a Cultura não produzia novos programas para sua linha infantil.

Preço

Mendonça não acredita que o entrave para a entrada do canal seja uma questão de preço: "Nossa proposta comercial é boa e sempre podemos conversar", afirmou. Na semana passada, fonte ouvida por PAY-TV News ligada à Net Brasil (que negocia programação nacional para Net e Sky), disse que o empecilho para a entrada do canal no line-up seria a falta de espaço disponível. Além disso, em muitos contratos está previsto o carregamento dos canais infantis estrangeiros para que o operador leve também outros canais importantes.

Recursos federais

Marcos Mendonça diz que falta animação nacional e que a TV Cultura tem piloto com o próprio Cocoricó (um sucesso de audiência na TV, de licenciamento de produtos e de vendas em DVD da Cultura). No entanto, dado o alto custo, a emissora não tem como viabilizar sua produção em série: "precisamos de ajuda do governo federal pra produzir desenhos animados, um projeto estratégico. Já apresentamos uma proposta ao Gushiken (o então ministro da Secom), mas não obtivemos resposta". Segundo Mendonça, em troca destes recursos, a Cultura poderia abrir o sinal do canal fechado.

Canal internacional

Está nos planos da Cultura ter um canal internacional, com vistas à população brasileira que vive no exterior – a exemplo do que já fazem Globo e Record. Mas a fase ainda é de prospecção, diz o diretor de programação da Cultura, Mauro Garcia.

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