Mídia
18/08/2003, 20:04

Jornal inglês especula sobre fusão entre Globopar e TV Globo

POR REDAÇÃO

O jornal inglês Financial Times desta segunda, 18, traz uma longa matéria sobre o futuro financeiro e estratégico do grupo Globo. O jornal especula que, com a morte de Roberto Marinho, talvez se precipite a adoção de um plano estratégico desenhado desde o tempo em que Henry Philippe Reichstul assumiu a reestruturação do grupo: criar uma única empresa reunindo a holding Globopar (altamente deficitária) e TV Globo (lucrativa), obtendo assim ganhos fiscais. O presidente da nova empresa seria Roberto Irineu Marinho, atualmente o principal dirigente do grupo. Vale lembrar que, conforme já noticiou este boletim, Marluce Dias da Silva é e permanecerá como assessora especial de Roberto Irineu Marinho, "e só dele", de acordo com uma fonte altamente qualificada dentro do grupo.
O projeto, no tempo de Reichstul, era criar a Globo S.A. e permitir que, com isso, a empresa pudesse ser aberta em bolsa, pulverizando as ações oferecidas a público até o limite de 30% previsto na Constituição.
A matéria do FT traz ainda declaração de Claudio Citrin, da Spinnaker Capital Group, um dos grandes credores da Globopar: para ele, não existe solução se os credores não aceitarem perder alguma coisa, mas a Globo também não pode imaginar que isso será feito sem que haja algum controle sobre o caixa da empresa.
A fonte qualificada dentro do grupo Globo, por sua vez, também declarou recentemente a este noticiário que os acionistas não aceitam a interferência dos credores na escolha do principal executivo da empresa, e nem dar ações da Globo como garantia. Segundo o Financial Times, o projeto de reestruturação prevê cortes de 25% na dívida e alongamento de 12 anos. A dívida está em US$ 1,7 bilhão.

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