Maxi Mídia 2005
18/10/2005, 18:21

Globo prevê crescimento de 12% na publicidade

POR REDAÇÃO

Otimismo para o mercado publicitário. Essa foi a sensação que permeou as discussões da abertura realizada durante o 15° Maxi Mídia 2005, que acontece entre os dias 18 e 20, em São Paulo.
O debate ?Economia e Previsibilidade: as novas exigências da decisão negocial? gerou discussões sobre a relação do mercado publicitário brasileiro e a economia nacional, com enfoque nos efeitos da imagem do Brasil no exterior. A moderação foi realizada por Roberto Justus, da Newcomm.
Roberto Gianetti da Fonseca, da Sílex Trading e Octávio Florisbal, da Rede Globo, concordaram que é necessário olhar para o ano de 2006 com otimismo, já que desde 2003 o mercado publicitário tem conseguido crescer. Florisbal ressaltou a importância de considerar os impactos econômicos que acontecem no País, como o aumento da renda pessoal e a queda da inflação, já que isso pode beneficiar o aumento do consumo interno de produtos e serviços populares, os maiores investidores em publicidade no País. Segundo o executivo da Globo, uma projeção otimista para o mercado publicitário prevê um crescimento de 12% para o próximo ano.
Para 2006 também devem ser levados em conta os impactos tecnológicos e regulatórios, como a definição do Sistema Brasileiro de TV Digital e os serviços 3G nos celulares. Florisbal lembrou ainda que as mídias que vendem conteúdo estão crescendo, e que o maior crescimento virá do público jovem. ?Eles têm intimidade com as novas mídias, como Internet e celular?, afirmou.
Fonseca, no entanto, lembra que é importante cobrar mais o governo em termos de crescimento econômico. ?Não podemos ser medíocres. Não há motivo para festejar taxas de crescimento de 3% quando o resto do mundo cresce 5%?, analisou.

Horário político

As previsões para o mercado publicitário em 2006 também levam em conta os eventos sazonais, como Copa do Mundo e as eleições. Florisbal, da Rede Globo, ressaltou que o horário eleitoral interfere negativamente de duas maneiras nas redes de televisão: primeiro, na diminuição do tempo comercial disponível nas televisões. ?Ainda que haja ressarcimento depois, temos prejuízo?. Ele ressaltou que o maior problema é a interferência nos hábitos de audiência, já que as duas inserções eleitorais, de 50 minutos cada, exigem uma reestruturação da programação, com a perda de audiência. ?Temos de colocar programas muito fortes depois da propaganda eleitoral?, afirmou.

Brasil no exterior

Uma das questões abordadas durante o debate foi a imagem do Brasil no exterior. Assim como países como França e Alemanha transmitem confiabilidade aos anunciantes, o Brasil tem uma imagem de alegria e cordialidade, mas ainda esbarra em questões como o respeito ao meio ambiente e aos direitos humanos. ?O produto brasileiro que está nas prateleiras lá fora tem de transmitir uma emoção positiva para quem o vê?, disse Fonseca. Ele defende, no entanto, a necessidade de melhorar a realidade do País, não apenas a sua imagem. ?Temos de passar a impressão de um país que deseja ter muitas virtudes, mas que tem consciência dos seus problemas?, concluiu.

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