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Estudo aponta TV paga como a mais abalada pela política de cinema
terça-feira, 18 de dezembro de 2001 , 20h40 | POR REDAÇÃO

Estudo da empresa de consultoria Tendências, do ex-presidente do Cade Gesner Oliveira, comprova o que já se imaginava. Entre os diferentes setores afetados pela política nacional de cinema criada pela MP 2.228/2001, o que sofre o maior impacto é o setor de TV paga. De acordo com o estudo, cerca de dois terços dos canais dedicados a produções audiovisuais (excluídos os esportivos e os canais de notícias) teriam seus custos majorados em mais de 50% caso a MP fosse aplicada. Em metade dos canais, os custos das novas obrigações criadas pela medida provisória superariam a receita. Se a medida provisória não for revista, aponta o estudo, o setor de programação pagará cerca de R$ 170 milhões à Ancine. Segundo o relatório da consultoria de Gesner Oliveira, os princípios que nortearam a criação da Ancine e da política nacional de cinema são inquestionáveis. O estudo questiona apenas alguns meios. Apóia com ressalvas a criação de uma agência reguladora (segundo o relatório, isso poderia ser feito por um órgão auxiliar do Ministério da Cultura); diz que a MP deveria ter estabelecido metas de produção para evitar excesso de filmes nacionais para a capacidade de escoamento existente e; finalmente, diz que a televisão aberta precisa entrar na equação de fomento ao cinema sob pena de onerar excessivamente os setores que são afetados pela MP 2.228/01.

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