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Estratégia
Net Serviços apresenta novos planos e metas
sexta-feira, 19 de julho de 2002 , 16h51 | POR FERNANDO PAIVA

Para convencer os analistas a investirem na empresa, o presidente da Net Serviços, Luiz Antônio Viana, iniciou a etapa carioca do road show, realizada nesta sexta, 19, com um "mea culpa" em nome da empresa. Ele disse que a companhia errou em focar-se na tecnologia, e não no cliente; errou ao aceitar dívidas em dólar enquanto sua receita é em reais; e errou em ter investido pesado na instalação de cabos em áreas de baixa rentabilidade.
Em seguida, Viana apresentou algumas das novas diretrizes da companhia daqui para frente. As principais são:

– Política de swap de concessões: A empresa negociará a troca de concessões com outras empresas de TV por assinatura. Trata-se de um trabalho de longo prazo e Viana preferiu não fornecer por enquanto as áreas nas quais estão interessados.

– Maior controle de gastos: A contratação da EDS para operar o call center da Net e cuidar do faturamento da empresa, por exemplo, deve gerar uma economia de R$ 30 milhões em 24 meses. A mudança da sede da empresa deve reduzir gastos de R$ 280 mil/mês para R$ 40 mil/mês.

– Eliminação do descasamento de moedas: A Net Serviços quer cada vez mais gastar e faturar apenas em reais. Um dos maiores gastos em dólar está na programação.

– Maximização da rede, sem expansão: A empresa quer aproveitar ao máximo sua rede existente e não pretende tão cedo realizar novos investimentos em expansão.

– Lançar novos produtos: A companhia pretende criar canais pay-per-view utilizando o acervo da TV Globo. Há também planos para lançar serviços digitais, como notícias em video-on-demand. Além disso, a partir de pesquisas recentes, a operadora criará novos pacotes de canais, mais atraentes para nichos específicos do mercado. Por fim, há também o interesse em fazer cross-selling, ou seja, oferecer descontos a assinantes da Net em outros segmentos, como seguradoras, drogarias etc.

O presidente da Net Serviços apresentou também algumas metas da empresa, sem contudo, divulgar o prazo no qual pretende alcançá-las:

– Aumentar de 21,8% para 25% a penetração no total de domicílios brasileiros.

– Aumentar de 46% para 60% a penetração em domicílios das classes A e B.

– Conseguir digitalizar 13,2% de sua base de assinantes.

– Reduzir de 32% para 28% a relação do custo de programação sobre a receita líquida.

– Aumentar de R$ 71,6/mês para R$ 96,1/mês a receita média por usuário (ARPU).

– Aumentar de 24,2% para 35% a margem de EBITDA.

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