OUTROS DESTAQUES
Novo modelo
CCS proporá mudanças na TV por assinatura
terça-feira, 20 de Maio de 2003 , 20h11 | POR REDAÇÃO

O grupo de trabalho do Conselho de Comunicação Social (CCS) que elabora as propostas de mudança no setor de TV por assinatura realizou nesta terça, 20, sua primeira reunião com a presença de um grupo de convidados constituído por diretores da ABTA, por um representante da Anatel (Ara Minassian, superintendente de serviços de comunicação de massa), por um representante da Universidade de Brasília (Murilo Ramos, diretor da faculdade de comunicação), e por um representante do Ministério da Cultura (João Batista Silva, coordenador geral de atividades audiovisuais). Ficou decidido que o grupo, que tem apenas 60 dias para concluir seu trabalho, deverá focar sua atuação nas questões relativas ao mercado, não estando descartadas reflexões que possam ir além na definição do modelo.

Proposta da ABTA

A base para as discussões do grupo será a proposta de modelo elaborada pela ABTA no final do ano passado. O documento final deverá caracterizar a atual situação dos serviços de TV por assinatura no Brasil, identificar as propostas e expectativas para a reestruturação, fortalecimento e valorização do serviço com a ampliação da sua utilidade social e, finalmente, fazer recomendações de iniciativas e medidas ao setor privado, ao Executivo, ao Congresso Nacional e à Sociedade Civil para a reestruturação do serviço de TV a cabo no país. De acordo com o conselheiro Daniel Herz, presidente do grupo de trabalho, na medida em que as avaliações e sugestões forem surgindo, elas serão tornadas públicas para que os interessados possam se manifestar. As próximas reuniões serão realizadas nos dias 2, 16 e 30 de junho, e 14 e 18 de julho. Na reunião do dia 2, a ABTA está encarregada de apresentar uma síntese de suas propostas.

Classe C

Na avaliação de Alexandre Annenberg, diretor executivo da ABTA, atualmente o setor de TV por assinatura atende pouco mais de 3,5 milhões de assinantes considerando todas as tecnologias disponíveis. Se levarmos em conta que está sendo atendida 70% da classe A, 25% da classe B, e apenas 5% da classe C, é obvio que o setor só vai crescer se conseguir penetrar na classe C. A barreira portanto para aumentar a presença do setor junto à população é o preço dos serviços. Detalhando de onde vêm os altos preços cobrados aos assinantes, Annenberg identificou três fontes de encarecimento do produto: os altos impostos que chegam a 30% do valor da assinatura, o custo da programação comprada em dólar e finalmente, o custo do decodificador, equipamento essencial para a devida segmentação dos pacotes e que está cada vez mais sofisticados. Uma das propostas centrais da ABTA é no sentido de buscar a produção de um set-top box digital ?tupiniquim? que possa servir tanto para os serviços de TV por assinatura como para a TV aberta no processo de implantação da TV digital: ?com isso, ganharíamos em escala e a TV por assinatura poderia servir como fase inicial de penetração da TV digital quando ela for implantada?, resumiu.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS
Não Eventos
Top