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Anatel propõe dois novos modelos de acesso à Internet
quinta-feira, 21 de março de 2002 , 21h03 | POR REDAÇÃO

A Anatel está propondo dois novos modelos para o acesso à Internet utilizando as redes de telecomunicações, especialmente as redes de STFC. As propostas entram em consulta pública nesta sexta, 22, e ficam disponíveis para comentários por um mês. Na primeira proposta, apelidada de 0i00, o acesso à rede do STFC seria feito por um código não geográfico (mesmo sistema do 0800), de forma que cada provedor de Internet teria um número específico que poderia ser acessado de qualquer lugar do país. No segundo modelo, chamado de IP direto, a chamada do usuário de Internet sairia da rede de STFC através de um número único nacional para um provedor de Serviço de Comunicação Multimídia, na primeira porta IP disponível nas centrais telefônicas, sendo considerada, daí em diante, tráfego de dados numa rede de telecomunicações. Atualmente, o acesso à Internet feito através de linha discada, o que causa, na análise da agência, problemas de indisponibilidade e imprevisibilidade. Somente depois da consulta é que será elaborado um regulamento específico. O conselheiro Antônio Carlos Valente avalia que até o final de julho o regulamento definitivo esteja publicado.

0i00

Na primeira proposta, apelidada de 0i00, o assinante pagará uma tarifa única (flat) e ficará conectado pelo tempo que quiser. As operadoras de STFC perdem as chamadas de longa distância e perdem os pulsos do tempo de conexão, mas ganham em escala pelo aumento expressivo da quantidade de ligações. Pelo menos é o que espera a Anatel. A agência considera ainda que o modelo dará um novo fôlego aos pequenos provedores de Internet, que poderão ser acessados em todo o país, o que aumentará também a competição no setor. Como a tarifa é única, o usuário de Internet (que também é assinante da operadora de telefonia) poderá conhecer os seus gastos com o serviço, que será cobrado na conta telefônica em item específico.

IP direto

No segundo modelo, chamado de IP direto, a chamada do usuário de Internet sairia da rede de telefonia fixa através de um número único nacional para um provedor de Serviço de Comunicação Multimídia, na primeira porta IP disponível nas centrais telefônicas, sendo considerada daí em diante, trafego de dados numa rede de telecomunicações. O provedor de SCM é que seria o responsável pelo encaminhamento da ligação ao provedor de Internet. O provedor de multimídia compraria em escala industrial os minutos de utilização da rede de STFC, tornando-se o único responsável pelo relacionamento comercial com o usuário da Internet. Como os provedores de Internet podem se tornar provedores de SCM, o assinante teria uma única conta (também em valores únicos) relativas ao acesso e ao provimento do serviço. Apesar desta possibilidade, o conselheiro da Anatel Antônio Valente não acredita que os provedores de Internet, pelo menos os pequenos, devam se interessar pelas outorgas de SCM.
Antônio Valente é um entusiasta do IP direto, também chamado "modelo inglês", por ter sido desenvolvido pelo Oftel (órgão regulador do Reino Unido). Ele acredita que este é o futuro das redes digitais. De qualquer forma, a agência não pretende impor nenhum dos dois modelos. A Anatel acredita que há espaço para qualquer uma das opções, inclusive a atual, que serve muito bem para quem acessa à Internet por pouco tempo ou exclusivamente nos horários em que se paga somente um pulso por ligação.

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