TV digital
23/09/2005, 16:18

"Plano B" deverá ser alinhado à política de governo, diz Barbosa

POR FERNANDO LAUTERJUNG

Em relação à declaração do secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Joanilson Ferreira, de que o Minicom tem na manga um "plano B" para a TV digital, André Barbosa Filho (Casa Civil), coordenador do Comitê Consultivo do Grupo de Trabalho Interministerial que elaborará o anteprojeto da Lei de Comunicação Eletrônica de Massas, afirmou que existe uma política de governo e que ela deverá ser levada adiante. Por isso, o "plano B" não seria tão problemático. "Seja plano A, B, C ou D, deverá cumprir as exigências dessa política", disse.
Para Barbosa os principais ativos da TV digital no Brasil são o fortalecimento da pesquisa e desenvolvimento, a criação de um parque tecnológico e o suprimento de demandas de acesso da população.
O "plano B' a que o Minicom se refere, no entendimento de fontes do setor, seria a simples adoção de um dos três padrões estrangeiros, em acordo com os radiodifusores.

Rádio digital

Quanto ao rádio digital, Barbosa acredita que os radiodifusores estão cometendo um erro ao assumir o iBiquity como uma opção única. "O transmissor IBOC custa US$ 120 mil. Quem vai pagar por isso? O governo?", disse. Para ele, deveria ser aproveitado o momento para testar também o DRM, como a Radiobrás está fazendo. "É verdade que, por enquanto, só funciona em AM. Mas a FM vai muito bem no Brasil e as pesquisas para o DRM em FM continuam", diz Barbosa.
Ele diz que, com os testes mais divididos, seria possível inclusive "pressionar os americanos (iBiquity) a oferecer as mesmas condições que os europeus (DRM) oferecem".

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