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Socorro à mídia
TV paga é usada como argumento contrário
quarta-feira, 24 de março de 2004 , 19h16 | POR REDAÇÃO

Durante o debate realizado na Comissão de educação do Senado sobre o programa de ajuda à mídia, o setor de TV por assinatura foi, em diversas ocasiões, usado como argumento contrário às iniciativas do BNDES. A munição foi o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), publicado dia 15, que faz duras críticas à forma como o banco estatal ajudou a então Globo Cabo (Net Serviços) em sua reestruturação de capital, em 2002. Quem primeiro levantou o problema foi o presidente do SBT, Luiz Sandoval, ressaltando que o TCU recomendou prudência ao BNDES ao emprestar dinheiro a empresas de comunicação.
Osmar Dias (PDT/PR) também citou o relatório e pediu prudência ao banco. O endividamento do setor de mídia foi atribuído, por algumas das empresas de comunicação, ao setor de TV paga. "A TV Globo não precisa de dinheiro com o lucro que tem. Ela precisa de dinheiro para ajudar a Globo Cabo, onde o BNDES é, aliás, acionista, e onde já deu ajuda", disse Sandoval.
Evandro Guimarães, vice-presidente de relações institucionais das Organizações Globo, foi enfático em relação a esse tema. "A Net serviços é uma empresa transparente. É, aliás, uma das únicas três empresas no Brasil no Nível 2 de transparência da Bovespa. A única coisa que esconde são os 40 mil km de redes que ela tem enterrados ou nos postes. A Globo também divulga seus balanços desde que recorreu ao capital internacional", defendeu o executivo, ressaltando que a Globo não é a única controladora da Net. O BNDES não havia sido informado sobre o relatório do TCU, e só tomou conhecimento do fato quando esse noticiário publicou reportagem sobre o tema, na segunda, 22.

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