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Ventox anuncia até programação para seu futuro DTH
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004 , 17h50 | POR REDAÇÃO

Por enquanto, é apenas uma promessa, mas que já não pode ser desconsiderada. A Ventox, uma empresa de Porto Alegre, que encabeça um projeto para uma nova operadora de DTH, continua se mexendo. Começou a anunciar seus possíveis canais e até um business plan.
Em relação à programação, a Ventox diz ter negociações e pré-acordos para, possivelmente, distribuir conteúdo da Claxson, Turner, Televisa e até alguns canais Globosat. Locomotion, Infinito, Much Music, HTV, RitmoSom, Canal de las Estrellas, Fashion TV, Telehit, Cartoon Networks, Boomerang, Nickelodeon, Film & Arts, Playboy TV, Venus, Hallmark, Retro, CNN, TNT, Bloomberg, Futura, Shoptime, Canal Brasil e SexyHot são alguns dos possíveis canais anunciados pela empresa. A Ventox quer ainda oferecer uma série de canais próprios de filmes, esportes e até um canal infantil, além de canais eróticos e canais interativos. A Turner afirma que apenas autorizou o uso de suas marcas como "possíveis canais". A Net Brasil mandou uma proposta, mas não autorizou o uso da marca pois o contrato não está assinado. A Claxson confirma negociações, mas não há contrato fechado.
A ambição do projeto da Ventox, que efetivamente está conversando com alguns programadores (ainda que não haja contrato assinado), vai além. Pelo business plan da empresa, a meta é ter 100 mil assinantes em 2004, chegando a 400 mil (o mesmo que a DirecTV tem hoje) em 2007.

Investidores

Fernando Gheller Martini, responsável pela empresa, não revela quais nem quantos são seus acionistas, nem o volume de investimentos, mas garante que já definiu o satélite que será utilizado: o acordo, segundo Martini, é com a Loral, para usar o Estrela do Sul (TelStar 14), em banda Ku.
Pelas projeções financeiras oferecidas pelo site da Ventox, a receita anual em 2004 deve ficar em R$ 6,5 milhões mensais. Em 2007, esse valor subiria para R$ 25,3 milhões mensais. Daí, pode-se deduzir que a assinatura deve girar em torno de R$ 60, em média.
A Ventox ainda não tem licença para vender DTH. Está em processo para a obtenção da outorga junto à Anatel. Mas também está negociando, segundo Martini, com algumas empresas que têm a licença mas ainda não iniciaram os serviços.
Do ponto de vista tecnológico, a Ventox promete três tipos de IRDs: um simples, a ser fabricado, segundo a empresa, pela Zinwell; um mais sofisticado, incluindo até recurso de Personal Video Recorder (PVR) e um terceiro tipo, preparado para transmissões em alta-definição. Tudo, é claro, segundo a Ventox, que airma estar negociando com a Motorola para o segundo tipo de IRD, com PVR.
O projeto da empresa, segundo Fernando Gheller Martini, é iniciar o serviço no segundo semestre do ano, com 43 mil instaladores credenciados e um sistema de venda por 0800.

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