Audiovisual
26/05/2004, 18:31

Ancine faz balanço e mostra crescimento da indústria

POR REDAÇÃO

Alguns números interessantes sobre a gestão da Ancine divulgados durante o V Fórum Brasil de Programação e Produção, que acontece esta semana em São Paulo: hoje, no Brasil, existem 579 projetos de produções audiovisuais cujas captações foram aprovadas pela Ancine. São, ao todo, R$ 1,2 bilhão aprovados, dos quais R$ 263 milhões foram efetivamente captados. Incluídos nesse bolo, há 76 projetos em fase de finalização e 71 já concluídos, segundo dados da Agência de Cinema.
Cerca de 70% (261) das produtoras que recorrem à Ancine para ter a aprovação de projetos têm apenas um pedido em carteira, ou seja, tiveram a aprovação de apenas um projeto. Outros 19% (72 produtoras) têm dois projetos aprovados. Cerca de 7% (26 produtoras) têm três projetos. Quatro produtoras (1%) têm quatro projetos e 12 (3%) têm cinco ou mais projetos aprovados pela Ancine.
Esse ano, o mecanismo de arrecadação da Condecine deve trazer aos cofres públicos cerca de R$ 20,69 milhões, contra R$ 19,26 milhões em 2003. Pelo artigo 3º da Lei do Audiovisual devem ser injetados no setor mais R$ 48 milhões, contra R$ 41,6 milhões em 2003.
Já as programadoras internacionais devem recolher cerca de R$ 21 milhões em 2004, pelas projeções da Ancine, pelas regras dos 3%. O valor se contrapõe aos R$ 14,3 milhões recolhidos em 2003. São, portanto, cerca de R$ 90 milhões somados todos os mecanismos de arrecadação em que a Ancine baseia a aprovação de projetos.
Há ainda 250 documentários em fase de captação de recursos ou com recursos já captados, perfazendo um total de R$ 70 milhões.
Um dado curioso mostrado pela Ancine é o peso que o cinema de longa-metragem ainda tem nos projetos aprovados pela agência. A maioria esmagadora das obras se enquadra nesse gênero. Em relação às peças de ficção, 295 são para cinema e em longa-metragem. Dez são séries de televisão e apenas três são telefilmes. Entre os documentários aprovados, 117 são para cinema e em longa-metragem. Outras 59 são séries para televisão, 35 são médias-metragens para cinema e apenas seis são longas-metragens para TV. Obras de ficção representam 63% dos projetos aprovados pela Ancine, 36% são documentários e apenas 1% das peças está no gênero animação. Os números da Ancine também mostram as dificuldades do gênero animação no Brasil: apenas 18,3% dos valores autorizados pela agência são efetivamente captados, enquanto em documentários e obras de ficção esse percentual fica em torno de 47%. Ou seja, quase metade do que as empresas se propõem a conseguir no mercado acaba efetivamente se convertendo em verbas para projetos audiovisuais.
Em termos de rentabilidade, segundo a Ancine, os dois últimos anos mostram uma melhora de cenário para o cinema. Enquanto em 2002 houve 31 filmes nacionais em cartaz, com público de cerca de 7,2 milhão de pessoas, com captação de R$ 47,8 milhões e rendimento de bilheteria de R$ 39,9 milhões. Em 2003 foram 27 filmes, com 22 milhões de pagantes e renda de R$ 134 milhões, contra uma captação de R$ 51,8 milhões. Pelas contas da Ancine, computados todos os pontos da cadeia, os filmes produzidos ainda são dependentes da captação pelos incentivos fiscais. Em 2002, essa dependência foi de R$ 37,3 milhões. Em 2003, mesmo com a melhora de bilheteria, os filmes ainda precisaram dos recursos captados, mas menor proporção: R$ 20,6 milhões.

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