TV digital
26/07/2007, 11:49

DRM: TVs querem apenas previsão em norma

POR FERNANDO LAUTERJUNG

Mesmo após a negativa do governo para a adoção de tecnologia de proteção contra cópias, que permitiria aos radiodifusores controlar a possibilidade de gravação e reprodução não-autorizada do conteúdo da TV digital, o tema continua preocupando as emissoras de TV. Alegam que os detentores de conteúdos internacionais, inclusive a FIFA, exigem tal mecanismo de proteção. Na visão de vários ministérios, o controle de cópias daria aos radiodifusores um poder que caberia apenas ao Estado.
Os radiodifusores brigam agora para que o governo permita apenas a inclusão da possibilidade do dispositivo de proteção na norma técnica do padrão de TV digital, mesmo que depois, por decreto, o seu uso fique limitado.
Isso seria suficiente para acalmar os ânimos dos distribuidores internacionais. A situação ficaria semelhante ao que acontece com os direitos da Copa do Mundo atualmente. Pelo contrato, o radiodifusor não pode transmitir os jogos no satélite de forma aberta, mas um decreto presidencial "obriga" a transmissão aberta no satélite, alegando interesse nacional.

Novo nome, mesma sigla

O padrão nipo-brasileiro de TV digital, que engloba as especificações do ISDB japonês e da versão nacional, deve passar a ser denominado International Standard of Digital Broadcast. Vale lembrar, desde que foi decidido que as duas variantes do ISDB formariam um único padrão, brasileiros e japoneses discutem qual ser o nome oficial do padrão. A última proposta enviada pelo Brasil foi para que se mantivesse a sigla ISDB (que até agora significa Integrated System of Digital Broadcast), mas mudando a palavra "integrated" por "international". A contra proposta dos japoneses, que tende a ser aceita pelo Fórum do SBTVD, foi para que se mudasse também a palavra "system" por "standard".

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