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ABTA discute indicadores de qualidade
sexta-feira, 26 de novembro de 1999 , 19h59 | POR REDAÇÃO

Nesta sexta, dia 26, a ABTA e a Anatel realizaram duas reuniões de consultas para discussão de assuntos do setor. Pela manhã a ABTA apresentou à agência suas dúvidas e comentários sobre os indicadores da proposta de avaliação de qualidade da TV por assinatura. O principal questionamento da ABTA diz respeito à dificuldade que as empresas teriam para recolher os dados pedidos pela Anatel. Por exemplo: a Anatel quer saber a estatística completa dos motivos da interrupção do fornecimento do sinal no terminal do assinante. Segundo uma fonte da ABTA, são tão variadas as razões das reclamações e é tão grande o movimento de seus call centers que essa exigência implicaria um enorme esforço das empresas para detalhar os problemas para a Anatel. "O assinante liga para reclamar até do conteúdo de alguns canais". Além disso a associação também se preocupa com o sigilo de determinados dados relativos à operação. A Anatel admite que o modelo proposto, semelhante ao da telefonia fixa, necessita de correções e garante que os relatórios que serão tornados públicos somente terão informações gerais consolidadas por estado e em nível nacional. O próximo passo para a elaboração do regulamento definitivo sobre a qualidade dos serviços será a publicação da proposta para consulta pública. Na parte da tarde a Anatel ouviu da ABTA suas impressões sobre a situação atual do mercado e as possibilidades de alteração do modelo de acordo com a discussão que a agência vem promovendo com a consultoria especialmente contratada. José Francisco de Araújo Lima, da Globopar e diretor da ABTA, considerou importantíssima a iniciativa da agência de conversar com o mercado antes de publicar a consulta pública, pois assim os princípios que serão adotados no novo regulamento já ficam estabelecidos. O representante da associação disse ainda que foi muito importante ver que a Anatel agora realmente está tratando as redes de TV por assinatura como redes de telecomunicações e que essas redes, que consumiram altos investimentos, poderão ter toda a sua capacidade utilizada. A ABTA também demonstrou sua preocupação com a operacionalização do modelo devido aos direitos adquiridos de quem já tem as operações tradicionais. No dia 9 de dezembro a ABTA vai fazer uma reunião entre diretoria e conselho para formalizar sua opinião e enviar sugestões para a Anatel. Segundo o superintendente de serviços de comunicação de massa da Anatel, Jarbas Valente, é possível que ainda no mês de dezembro a Anatel divulgue o novo modelo do setor de TV por assinatura.

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