V Fórum Brasil
27/05/2004, 19:00

Evento discute modelos de produção independente

POR REDAÇÃO

Em debate sobre os modelos da produção independente, durante o V Fórum Brasil de Programação e Produção, que aconteceu nestas quarta e quinta, 26 e 27, Roberto Amaral, presidente do grupo SCC, de Santa Catarina, afiliado local da RedeTV!, apresentou uma realidade distante para o mercado de produção e distribuição do Sudeste. Segundo Amaral, a realidade fora dos grandes centros não permite que os radiodifusores assumam os riscos da compra de produção independente. Para ele, os modelos viáveis são a venda de espaço na grade, onde os produtores assumem todo o risco no custo da produção, e a divisão de receitas, onde produtor e veiculador dividem os riscos e também o lucro, "mas em geral é crítica a questão da falta de empreendedorismo. Ou seja, na relação entre produtores independentes e radiodifusores, ninguém quer assumir os projetos como negócio".
Para Fernando D'Ávila, da TV7, o modelo de revenue-share é o ideal. "Mas é fundamental que as TVs divulguem o que estão buscando para suas grades de programação, para que os produtores possam desenvolver projetos mais direcionados", diz.
Para Rogério Gallo, da Band, o modelo de revenue-share gera um comprometimento por parte do radiodifusor maior do que nos casos de loteamento de espaços na grade, garantindo chamadas durante a programação do canal. "Mas o radiodifusor sempre prefere vender aqueles programas onde não precisa dividir a receita", pondera. Mesmo assim, para Gallo, existem vantagens para os radiodifusores na produção independente. "Existem bons projetos e boa qualidade técnica nas produtoras. Por outro lado, as emissoras precisam reduzir custos", justifica.
Rogério Gallo critica, entretanto, a falta de visão de longo prazo quando se trata da relação entre emissoras de TVs e produtores independentes. "as duas partes querem ganhar uma em cima da outra, jogam pensando apenas nos 15 minutos iniciais de jogo".

Mix de marcas

Amaral, da Rede TV! Sul, defendeu que as emissoras tornem-se "shopping centers", um mix de marcas e produtos, onde os produtores teriam a oportunidade de ter seus programas veiculados. Para Gallo, contudo, "a TV não pode ser uma colcha de retalhos", afirmou. "Ela (a TV) tem que manter uma identidade. O produtor precisa estar 'ligado' ao que acontece na emissora, para desenvolver programas a quatro mão", completa.

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