TV digital
27/09/2005, 15:44

Para Hélio Costa, decisão crítica é sobre a modulação

POR REDAÇÃO

Durante audiência pública realizada na Comissão de Educação do Senado nesta terça, 27, o ministro das Comunicações Hélio Costa reiterou que o governo, em fevereiro, definirá posição sobre o sistema de transmissão de TV digital terrestre. Segundo o ministro, a principal decisão deverá ser em relação à modulação, 8-VSB ou COFDM. Para sugerir a importância da ?modulação?, o ministro comparou a montagem do sistema de TV digital à montagem dos aviões da Embraer: ?os moderníssimos aviões da Embraer têm motores fabricados no estrangeiro. A economia de escala não permite à empresa fabricá-los. As turbinas estão para os jatos assim como o sistema de modulação está para o sistema de televisão digital?. Ainda de acordo com o ministro, existem outras questões importantes: ?sobre a compressão de vídeo, por exemplo, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está aperfeiçoando o MPEG 4, que poderá trazer ainda mais vantagens para o sistema brasileiro. Se as mudanças na compressão de vídeo propostas pela UFRJ ficarem pronta até o final deste ano, ela certamente entra na composição do nosso sistema?.

Justificativas

Diante dos senadores da Comissão de Educação, Hélio Costa justificou alguns de seus posicionamentos: a prioridade da TV digital para o Brasil é a inclusão digital, mas não haverá nenhuma restrição à possibilidade de transmissão em HDTV. Por esta razão, o desenvolvimento do set-top de conversão digital será capaz de decodificar tanto os sinais transmitidos em SDTV (definição standard) como em HDTV (alta-definição), ao contrário do que aconteceu na Europa, ?que agora está tendo que trocar suas caixinhas aptas apenas para a conversão do SDTV?.
O ministro justificou ainda as reuniões que vêm realizando com as emissoras de televisão: ?eles vão arcar com mais de 80% dos investimentos necessários para o sistema de digitalização da transmissão terrestre de televisão no Brasil". Ainda segundo o ministro, as mudanças começarão a ser feitas pelas capitais, depois pelas outras grandes cidades, e finalmente deverão chegar ao interior, num processo que deverá levar de cinco a dez anos.

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