Socorro à mídia
28/10/2003, 18:10

Empresas de comunicação apresentam proposta ao BNDES

POR REDAÇÃO

A Abert (Associação Brasileiras da Emissoras de Rádio e TV), a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a ANER (Associação Nacional de Editores de Revistas) apresentaram ao BNDES nesta terça, dia 28, o estudo sobre o Setor de Comunicação no Brasil. O trabalho foi elaborado pela empresa MS&CR2 – Finanças Corporativas Ltda, da ex-presidente da CSN Maria Silvia Bastos e de Cláudio Coutinho e Carlos Guedes (sócios no banco CR2). O estudo apresentado ao BNDES sugere que seja disponibilizado para o setor de comunicação o acesso a programas para o equacionamento financeiro das empresas e a programas regulares de financiamentos de investimentos. Segundo nota divulgada pela Abert, o trabalho ressalta a importância estratégica do setor de comunicação como "gerador de emprego e de impostos", além de apresentar dados sobre cada um dos setores específicos (rádio, jornal, revista e TV) e a "conjuntura macroeconômica e seus efeitos sobre a evolução das receitas, dos custos e resultados, e sobre o endividamento".

Problemas

Apesar do apoio das três associações, existe entre alguns importantes grupos de mídia tanto de veículos impressos quanto de redes de televisão o receio de que a proposta apresentada ao BNDES seja apenas uma alternativa para o equacionamento de dívida, e não para o financiamento e desenvolvimento de grupos concorrentes aos atuais.
Como não são todas as empresas de comunicação que têm dívidas, existe o temor de que nem todos os grupos tenham condições de recorrer a eventuais linhas de crédito e financiamento abertas pelo BNDES.
Um dos temores relatados a esse noticiário por executivos de alguns grupos de comunicação é que o BNDES exija, por exemplo, a reestruturação das empresas nos termos da Lei 10.610/2002, que trata da regulamentação do Artigo 222 da Constituição. Hoje, nem todos os grupos estão dispostos a criar S/As ou transferir suas concessões para pessoas jurídicas. Já há, entretanto, grupos que estão promovendo as alterações societárias dentro dos limites impostos pela Lei 10.610/02.
Também há o temor de que o governo comece a utilizar a programação da Globo como parâmetro para aquilo que deve ser valorizado e, portanto, ajudado pelo governo, em detrimento de outras estratégias comerciais e outros tipos de programação praticadas por empresas concorrentes.

Comentários

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

© 0-2017 Save Produções Editoriais. Todos os direitos reservados.
Top