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Panorama Internacional – Estratégia da Microsoft no mercado de TV paga
quarta-feira, 28 de novembro de 2001 , 22h32 | POR REDAÇÃO

A Microsoft continua batendo nas portas dos operadores de TV a cabo. Mas cada vez que alguma delas começa a se abrir, rapidamente se fecha de novo. A estratégia de Bill Gates de investir em empresas de cabo para garantir a distribuição de sua tecnologia parece não estar dando retorno. Os investimentos da Microsoft na Comcast não conseguiram persuadir a operadora a adotar set-tops da gigante de softwares. Esta semana, a Jupiter Communications (a maior operadora do Japão, na qual a Microsoft também tem uma posição acionária), escolheu a plataforma de TV interativa da Open TV. Até o momento, existem apenas duas empresas de cabo que efetivamente estão utilizando tecnologia da empresa de Gates. A TV Cabo Portugal e a Charter. A TV Cabo, em abril, lançou o serviço com a plataforma Microsoft TV Advanced e a Charter, a quarta maior operadora dos EUA, anunciou esta semana planos semelhantes. Mas a TV Cabo Portugal afirmou também esta semana que precisará atrasar a expansão da base de set-tops avançados por conta de problemas tecnológicos. Nada que já não fosse esperado, declarou a empresa. A Charter, por sua vez, é controlada por Paul Allen, co-fundador da Microsoft e, ainda que afastado de Bill Gates, ainda dono de uma posição multibilionária nesta companhia. A pergunta, então, é por que a Microsoft vem encontrando tantos problemas para se consolidar nesse mercado de plataformas interativas? Uma das razões é a dificuldade de ajuste tecnológico. Outra é o simples fato de que a maior parte dos operadores de cabo se preocupa com a possibilidade de ficar na mão de um único fornecedor, ainda mais do tamanho da Microsoft, com suas táticas agressivas. Os operadores de cabo têm a tradição de manter um equilíbrio entre diferentes fornecedores, o que se expressa pela rivalidade histórica entre Motorola Broadband (ex-General Instruments) e Scientific-Atlanta. E os operadores garantem que com isso nenhuma das duas nunca conseguiu manipular o mercado ou se intrometer no negócio das operadoras. O medo de que isso aconteça talvez seja a melhor explicação para a complicada posição da Microsoft no mercado de cabo.

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