Grupos de mídia
30/07/2003, 22:08

RBS tem rating rebaixado pela Standard & Poor's

POR REDAÇÃO

A agência de classificação de riscos Standard & Poor?s rebaixou nesta quarta, 30, os ratings da RBS Participações S.A. de B+ para B-. O rating dado às notas de médio prazo no valor de US$ 125
milhões que vencem em 2007 também foi rebaixado para B-. Os indicadores estavam em
"CreditWatch" desde 11 de junho. Além do rebaixamento, também a perspectiva do rating de crédito passou a ser negativa.
A S&P entende que as perspectivas do mercado publicitário no Brasil e as incertezas relacionadas ao seu crescimento criam problemas à RBS e dificultam a melhoria do fluxo de caixa.
A agência não espera que o grupo de mídia gaúcho consiga geração de caixa livre (após despesas de juros) para reduzir seu endividamento. Assim, aponta a S&P, a RBS fica dependente da venda de ativos e de fontes externas de financiamento, "além de permanecer muito exposta à volatilidade da economia brasileira e à disponibilidade de linhas de crédito".
A Standard & Poor's avalia que, apesar do momento complicado, o fato de a RBS ocupar posição de liderança em seu mercado é positivo. Ser uma afiliada da Globo e ter suporte de seus acionistas também são fatores que contribuem para uma melhor avaliação da RBS, diz a agência de risco.
A dívida total do grupo em dezembro de 2002 era de US$ 178 milhões. A geração interna de caixa, segundo a S&P, foi negativa em 2002, dada a desvalorização cambial. A falta de disponibilidade de crédito fez com que a RBS tivesse, em 2002, que usar recursos de reservas de caixa para a amortização de dívidas ou evitar empréstimos mais caros. Em dezembro de 2002, o grupo tinha em caixa US$ 32 milhões (contra US$ 61 milhões em dezembro de 2001 e US$ 138 milhões em 2000). Segundo a agência de risco, "a empresa busca alternativas para a redução de dívida e de despesas de juros que resultem em fluxo de caixa livre. A maior parte dos empréstimos de capital de giro tem sido refinanciada por meio de linhas de crédito de prazos mais longos, com amortizações mensais, as quais podem ser honradas com a posição de caixa excedente. A RBS também conta
com o compromisso de seus acionistas de lhe dar suporte financeiro, além de buscar maneiras para monetizar certos ativos para atingir suas metas de
redução de dívida".
Os ratings da S&P incorporam a possibilidade de aumento de capital por parte dos acionistas de até US$ 20 milhões e esperam que o grupo feche o ano com caixa de US$ 25 milhões, suficientes para pagar as obrigações (US$ 29 milhões) de 2004.

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