TV 2.0
30/10/2007, 18:10

Estúdios e independentes têm espaço no VOD

POR REDAÇÃO

Alguns conteúdos brasileiros já começam a fazer parte do acervo do primeiro serviço de video on demand e de IPTV, o Videon, da Brasil Telecom. Conforme apresentou Carlos Watanabe, diretor de operação móvel e desenvolvimento de negócios da Brasil Telecom, no Congresso TV 2.0 nesta terça, 30, em São Paulo, a operadora já tem contratos assinados com alguns dos grandes estúdios internacionais, programadoras de TV por assinatura, além de TV Cultura, Ministério da Educação e Lumiére. Os longas-metragens oferecidos no serviço custam, para uma diária, entre R$ 6,90 (para lançamentos) e R$ 1,90 (produtos de catálogo). Entre os títulos Premium do Videon está o longa brasileiro ?O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias?. Para Watanabe, a IPTV abre uma nova janela para a produção independente. ?Estamos conversando com estes produtores de conteúdo para podermos oferecer a quantidade mais variada possível de produtos?, disse o executivo da Brasil Telecom. Segundo ele, na IPTV não há limitação de espaço no line-up das operadoras e na grade das programadoras, já que o conteúdo é recebido pelo usuário por streaming. ?Nossa limitação é o espaço disponível em nossos servidores?, explica.
Em relação ao modelo de negócios, Watanabe diz que alguns estão em teste: revenue share, valor fixo por assinante e conteúdo patrocinado.

Evolução natural

Para Antônio Barreto, CEO da Digital Latin America (DLA), o vídeo on demand, modelo oferecido pela Brasil Telecom, é a conseqüência natural da evolução das redes digitais. Segundo ele, modalidade de venda de conteúdo, assim como o pay-per-view, alavanca a plataforma de TV por assinatura. Segundo ele, o vídeo on demand, quando disponível na rede de TV por assinatura, vende oito vezes mais que o pay-per-view. Questionado sobre onde o usuário deixa de gastar para gastar mais com a operadora de TV por assinatura, Barreto brincou: ?Sei lá. Talvez consuma menos gasolina. Nosso negócio já é tão difícil que, se cresce, ninguém quer saber da onde vem este dinheiro.?

Sem exclusividade

No mesmo painel do evento, Carlos Canhestro, da Warner, afirmou que não há sentido em vender conteúdo para VOD com exclusividade. ?O consumidor busca o ?Harry Potter?, não a Warner, por que o operador iria querer exclusividade?? Em relação à possibilidade de haver um canibalismo neste tipo de serviço, que poderia engolir o mercado de home vídeo, Canhestro disse que ?quanto mais consumo, melhor. As novas mídias só aumentam o mercado?. Para ele, há ?espaço para tudo: TV aberta e por assinatura, vídeo on demand, DVD. Há diferentes mercados no Brasil, cada um mais alinhado a uma mídia?.

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