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Capitalização
Net muda termos da oferta pública de ações
quarta-feira, 31 de julho de 2002 , 17h00 | POR REDAÇÃO

Os negócios com ações da Net foram suspensos na tarde desta quarta, 31, na Bolsa de Valores de São Paulo, quando as preferenciais registravam uma nova queda espetacular de 14,61%, cotadas a R$ 0,76 ? 37,2% abaixo do preço fixado pela companhia em sua oferta pública de ações para aumento de capital.
A suspensão coincide com fato relevante enviado à Bovespa, em que a Net informa ter feito três importantes mudanças nas características da sua operação de aumento de capital:

* Foi suprimido o preço mínimo de R$ 1,21 por ação para a subscrição, ficando sua fixação apenas para o final dos acertos. Vai valer o preço de ações preferenciais, que têm mais liquidez, com base na média ponderada na data efetiva da emissão, admitindo ágio e deságio sobre esse valor;

* A quantidade de ações a serem emitidas será fixada pelo conselho de administração apenas no dia em que for definido o preço de emissão dos papéis. Se essa quantidade for maior do que aquela autorizada (960 milhões de ações), a Net realizará novo aumento de capital, por meio de emissão privada. A emissão privada será realizada imediatamente após o encerramento da oferta atual.

* Em decorrência das novas informações, o período de reserva será prorrogado até o dia 2 de agosto de 2002 e o procedimento de bookbuilding será finalizado no dia 5 de agosto de 2002, às 15:00 horas, para que os investidores interessados, inclusive aqueles que já apresentaram pedidos, possam enviar ou rever suas intenções de compra e efetuar seus pedidos de reserva.

As mudanças estão sendo interpretadas por analistas do mercado de ações como mostra do insucesso até aqui do processo de capitalização da operadora. "A derrubada dos preços na bolsa abaixo de R$ 1,21 era um sinal claro da falta de interesse dos acionistas minoritários em manter as suas posições", disse uma fonte ao PAY-TV News. "O mercado claramente não topou: não apenas deixou de comprar novas ações, como demonstrou interesse em cair fora do papel", concluiu a mesma fonte. De fato, desde o anúncio da operação, no dia 24 de julho, quando PLIM4 valia R$ 1,50, a queda já acumula 49,3%.
Sem ter a adesão pública, ou seja, sem dinheiro novo à vista, os controladores resolveram então partir para a troca de suas debêntures, empréstimos e adiantamentos de capital ao menor preço possível. Note que o mesmo lote de 575 milhões novas ações da anunciada emissão custaria para os controladores apenas R$ 437 milhões contra R$ 695,75 milhões caso prevalecesse o preço mínimo de R$ 1,21.

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