TV 2.0
31/10/2007, 12:59

Fim da neutralidade de redes é desafio para produtores de conteúdo

POR FERNANDO LAUTERJUNG

?A questão da neutralidade de redes pode ser um problema para alguns provedores de conteúdo?, disse Alan Sawyer, da consultoria canadense Two Solitudes, em apresentação no Congresso TV 2.0, promovido pelas revistas TELETIME e TELA VIVA nestas terça e quarta-feira, em São Paulo. Segundo ele, ?o custo para se tornar um distribuidor de conteúdo na Internet pode ser baixo, mas pode haver uma briga a caminho?. Vale lembrar, a neutralidade de redes está em discussão nos EUA, onde os provedores de infra-estrutura de rede ameaçam cobrar de serviços da Internet, como o YouTube, por exemplo, pelo tráfego em suas redes.
Para Sawyer, a TV 2.0 não é o futuro, mas um período de transição até a TV 3.0, quando o usuário não mais diferenciará as plataformas e serviços, apenas o conteúdo. ?As coisas mudam tão rapidamente, que não há mais status quo?, disse. Como exemplo, Sawyer cita os antigos vídeos-cassetes e novos DVRs, que ?são tecnologias burras?. Para ele, o video on demand acabará com estas tecnologias rapidamente. Segundo ele, 34,8% dos lares com TV dos Estados Unidos terão DVR em 2011, quando o VOD deve chegar a 53,6% dos lares com TV.
A pressa para dar aos usuários as novas ferramentas é para que o usuário não aprenda a desvalorizar o conteúdo, conseguindo-o de formas ilegais. Sawyer diz que a pirataria acontece porque não há uma oferta legal de conteúdo. ?O iTunes provou que o usuário está disposto a pagar?, disse.

Conteúdo

Para Sawyer, ?o produtor profissional de conteúdo não vai embora?. É ele que fornecerá o conteúdo prime às novas plataformas. Contudo, o conteúdo gerado pelo usuário deve ganhar ainda mais destaque. ?Não menospreze a qualidade do user generated content?, disse. ?Este conteúdo deve melhorar, com o usuário tendo acesso a tecnologias de produção cada vez mais sofisticadas?, finalizou.

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