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Operadoras temem que bloqueio de celulares estimule mercado de aparelhos roubados
quinta-feira, 01 de junho de 2017 , 20h08

As empresas de telecomunicações estão preocupadas com a possibilidade de que o bloqueio de celulares irregulares, que deve acontecer a partir do segundo semestre caso seja mantido o cronograma que a Anatel definiu, incentive o mercado de celulares roubados e a fraude de clonagem de IMEI (número único que identifica o celular e através do qual os bloqueios serão executados). Segundo Eduardo Levy, presidente executivo do SindiTelebrasil, existe a possibilidade real de que parte significativa dos cerca de 1 milhão de telefones que entram em operação todo mês e que se enquadram no que a Anatel definiu como irregulares passem a ser substituídos por modelos clonados ou mesmo roubados. "A nossa tese, que tem sido colocada para a Anatel, é que a simples providência de bloquear os telefones cuja procedência é duvidosa fará com que uma parte dos usuários busque o mercado de segunda mão. E esse mercado de segunda mão é, em grande parte, de aparelhos roubados, o que é um problema ainda mais grave. A restrição de bloquear os telefones irregulares não é ruim, obviamente, porque eles estão irregulares. Mas só fazendo do jeito que está pode-se empurrar as pessoas para um mercado criminoso. Queremos acabar com o mercado irregular, mas o problema não pode ser passado apenas para as teles e para Anatel. A indústria precisa assumir a sua parcela de responsabilidade", diz. Há uma grande fragilidade de clonar o IMEI e fazer celulares roubados voltarem a funcionar, diz Levy, e essa é uma responsabilidade da indústria. "É fácil a uma pessoa de má-fé cometer essa fraude. Existe um problema, que é global, mas que precisa ser tratado pelos fabricantes, inclusive no Brasil. A Anatel poderia exigir, no processo de certificação, medidas para que os aparelhos que não possam ter o IMEI clonado", sugere o executivo do SindiTelebrasil.

A Anatel definiu que, a partir de 30 de junho, as operadoras deverão notificar por mensagem todos os celulares ativos na rede e cujo IMEI não conste em uma relação oficial da GSMA. Essa lista está na base de dados do sistema Siga, já desenvolvido como resultado do grupo de trabalho que congrega operadores, fabricantes e a agências. Depois de 75 dias após a primeira notificaçÃo, o celular irregular será bloqueado e não conseguirá mais se autenticar em nenhuma operadora. O conselho diretor ainda pretende reavaliar esse cronograma.

COMENTÁRIOS

3 Comentários

  1. Erick Nilson Correa e Silva disse:

    Estou em duvida se bloquear é bom ou nao…vamos aguardar.

  2. Malufebru disse:

    Sem explicação e incrível incompetência do órgão regulador; Como a Anatel consegue bloquear celular pirata e não consegue bloquear celular roubado? O critério não é o mesmo? E mais, o bloqueio tem que ser na operadora, com a formação de um banco de dados com todos os celulares homologados e seus respectivos IMEI's, para que haja possibilidade de bloquear a utilização, assim como incluir no mesmo banco de dados os IMEI's de celulares roubados no tal de SIGA; É um absurdo de a falta de vontade e competência para um assunto tão serio; Só mexem quando os celulares baratos deixam de pagar impostos e incomodam os grandes fabricantes.

  3. Ricardo Toshio disse:

    Sra. Malufebru, apenas para seu conhecimento. Naturalmente os celulares roubados também são bloqueados, no entanto, depende do proprietário do celular o seu bloqueio que poderá ser feito na sua operadora (bloqueando-se também o chip do aparelho) ou nas delegacias de polícia civil que tenham acesso ao cadastro de celulares roubados. Outra informação é quanto ao banco de dados de celulares que possui as informações dos IMEIs certificados. O comentário feito pelo presidente do SindiTelebrasil diz respeito à possível fragilidade quanto a uma clonagem de um IMEI válido e a responsabilidade das pessoas em adquirir um celular de "2ª mão" sem observar a procedência do bem.

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