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Caso Opportunity
Dantas apresenta defesa à Justiça de Nova York
sexta-feira, 01 de julho de 2005 , 20h01 | POR SAMUEL POSSEBON

O Opportunity e o banqueiro Daniel Dantas começaram a responder às dezenas de acusações feitas pelo Citibank em Nova York como parte do processo em que o banco norte-americano pede pelo menos US$ 300 milhões de indenização por administração fraudulenta de recursos e quebra de dever fiduciário. Dantas, como era de se esperar, nega todas as acusações. Não há provas nessa fase do processo ainda. Mas além de negar os argumentos do Citibank na peça inicial, o grupo Opportunity faz algumas acusações contra o banco norte-americano. Diz, por exemplo, que o Citi se aproximou da Telecom Italia em 2004, mesmo que isso fosse proibido pelo contrato de gestão. Nessa aproximação, acusa Dantas, o Citi teria entregado aos italianos cópias dos relatórios confidenciais da Kroll sobre as investigações feitas a pedido da Brasil Telecom.
Dantas também acusa o Citibank de ter dificultado a aceitação de uma oferta de mais de R$ 5,2 bilhões feita pela Vivo pela Telemig Celular. Diz ainda que o Opportunity teria direito a sair dos investimentos em condições iguais (side-by-side) e que com o acordo fechado com os fundos de pensão isso ficou impossível. O Opportunity, que era gestor dos recursos do Citi até março, quando foi demitido, alega que o banco norte-americano quebrou seu dever fiduciário ao interferir nas possibilidades de venda dos ativos e ao negociar diretamente com Telecom Italia e fundos de pensão.
O grupo de Daniel Dantas alega ainda que comprou ações em mercado aberto da Brasil Telecom (9.856.795.737 ações da Brasil Telecom Participações, precisamente) em 2000 e 2001 porque temia uma tomada hostil da companhia pela Telecom Italia. Diz que essa manobra foi aprovada pelo Citibank. O Opportunity reconhece, nas respostas às acusações do Citibank, que a Alcatel é mesmo cotista do Opportunity Fund, mas que seus investimentos estão separados.
Por fim, o Opportunity pede indenização por supostos danos causados pelo Citibank, e o reconhecimento de que o grupo de Dantas tem direito a participações nos lucros das vendas de participações que o Citibank venha a fazer nas empresas onde investe.

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