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Satélites
Coopetição seria saída para setor no Brasil
quinta-feira, 01 de setembro de 2005 , 16h38 | POR REDAÇÃO

Apesar de todas as tentativas de adaptação dos modelos globais das operadoras internacionais de satélites para o mercado nacional, o segmento continua sem grandes perspectivas no Brasil, na análise do diretor da consultoria 4B, Marcelo Sant?Anna, que até o início do ano comandava a Loral Skynet no País. ?O Brasil tem o segmento espacial mais barato do mundo e os serviços de satélite não decolam. É preciso desaprender o que aprendeu e tentar de novo; deixar de pensar globalmente e convergir para ganhar escala, concentrar operações e conseguir maior penetração?, avalia. Na opinião de Sant?Anna, as operadoras no Brasil deveriam buscar parcerias para se complementar e evitar sobreposição de coberturas e de redes terrestres, com o compartilhamento de infra-estruturas. ?Nossas empresas têm o ranço da globalização que impede o desenvolvimento de soluções locais. Temos que buscar uma postura de ganha-ganha. Sem pensar sistematicamente, todos morrerão?, argumenta.

Dividindo receitas

É melhor dividir uma receita a não receber receita nenhuma. Este foi outro conselho dado às operadoras por Sant?Anna, que abriu nesta quinta, 1º, o segundo dia do Seminário Sátélites 2005, promovido pelas revistas TELETIME e TELA VIVA, em São Paulo. Segundo ele, compartilhando receitas as operadoras conseguiriam quase dobrar a receita mensal por MHz. O valor do MHz passaria de uma média US$ 2 mil para US$ 3,7 mil por mês.
Sant?Anna lembra, ainda, que existem muitas aplicações que permitem a convergência entre satélite e operadoras de telefonia fixa e celular. ?A Brasil Telecom tem cerca de 10 mil pedidos de linhas que a tele só conseguiria atender usando infra-estrutura de satélite, mas nenhuma empresa de satélite ofereceu a ela uma solução a preço razoável para o consumidor final?, conta.

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