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Na Argentina, operadores de cabo se opõem à entrada das teles
segunda-feira, 01 de outubro de 2007 , 17h07 | POR MIGUEL SMIRNOFF, DA PRENSARIO, BUENOS AIRES

A Jornadas 2007, feira realizada em Buenos Aires na semana passada, mostrou novamente uma indústria de TV a cabo, liderada por Multicanal e Cablevisión, que representam em torno de 50% do mercado, totalmente oposta à entrada das operadoras de telecom no negócio de distribuição de televisão.
A Lei de Radiodifusão 22.285, promulgada em 1980, estabelece que a TV a cabo é um serviço "complementar" à radiodifusão. Além disso, as empresas de serviços públicos, como telefonia, água e eletricidade, não podem distribuir TV a cabo. Há ainda um limite de 30% na titularidade dos "bens culturais", categoria que inclui as emissoras de rádio e TV.
Ainda assim, a Telefônica é dona do Canal 11 de Buenos Aires e de outros canais de TV no interior da Argentina. Os EUA também estão fora desta restrição, graças a um acordo de proteção de investimentos, assinado durante a presidência de Carlos Menem, na década de 90.
A Telefônica incluiu a Argentina em seus planos de televisão, já implementado no Peru, Brasil, Chile e Colômbia. Aparentemente, a empresa espera que o governo modifique a regulamentação para permitir sua entrada na distribuição de televisão, mas isto não aconteceria antes das eleições presidenciais do próximo dia 28 de outubro. A indústria de cabo exige que não haja mudanças, e conseguiu, durante a Jornadas, várias declarações em favor desta postura.

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