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Cofundador do WhatsApp confirma no STF que criptografia do serviço é inviolável
sexta-feira, 02 de junho de 2017 , 18h52

O cofundador do WhatsApp, Brian Acton, disse que o aplicativo tem como principais atributos a privacidade e a segurança e afirmou que as mensagens trocadas pelos usuários não podem ser lidas pela própria empresa. Para ele, a criptografia ponta a ponta traz reais benefícios para as pessoas, que são reconhecidos por 120 milhões de brasileiros que usam o serviço. O engenheiro participou, nesta sexta-feira, 2, da audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal, que julgam duas ações que versam sobre o bloqueio do serviço no Brasil.

Acton disse que veio ao Brasil especialmente para defender a criptografia, em respeito aos usuários e entende que os bloqueios feitos ao aplicativo atingiram a todos. "O Brasil é muito importante para o WhatsApp e o WhatsApp é importante para o Brasil", disse. Ele entende que qualquer ferramenta que pudesse dar acesso às mensagens podem causar danos aos usuários, pois tornaria o sistema vulnerável.

"Não há como tirar [a criptografia] para um usuário especifico, a não ser que se inutilize o WhatsApp para ele" e acrescentou que a única forma de desativar a criptografia para um usuário, seria desativar para todos, afirmando que qualquer hacker poderia ter acesso a bilhões de conversas caso isso ocorresse. Acton disse ainda que as informações que ficam gravadas nos servidores da empresa, como número do telefone, endereços IP e tempo da conversa – que são os metadados – já são disponibilizadas à justiça brasileira.

Pedidos

O diretor de Relações Governamentais do Facebook Brasil, Bruno Magrani, disse que esta filial não tem acesso a mensagens e tem como atividade apenas a venda de espaço de anúncio. Mas afirmou que há um sistema que permite as solicitações de dados diretamente às empresas controladoras – a Facebook Inc e a Facebook Irlanda, que têm competência para responder.

Magrani afirmou que a criptografia do WhatsApp tem sido útil a inúmeros serviços no Brasil, inclusive do governo e da Justiça. Ele contou que, em 2016, o País fez mais de três mil solicitações de dados sobre 7,6 mil usuários. Falou também da cooperação em operações da justiça, que resultaram em sucesso, como a prisão de pessoas que estariam elaborando um plano de um atentado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no ano passado e da prisão de sequestradores em Santa Catarina. Ele reiterou que, apesar ser o proprietário do WhatsApp, o Facebook não tem acesso aos dados do aplicativo.

 

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