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Tecnologia
PLC no Rio Grande do Sul pode inspirar projeto do governo federal
segunda-feira, 02 de julho de 2007 , 15h53 | POR FERNANDO PAIVA

O Rio Grande do Sul está se firmando como um pólo da tecnologia de acesso em banda larga através da rede elétrica, mais conhecida como PLC (powerline communications). Depois de um projeto bem sucedido adotado em prédios públicos no isolado bairro da Restinga, em Porto Alegre, uma nova iniciativa está sendo desenhada para levar banda larga através da rede elétrica para o município gaúcho de Ulha Negra. Um dos objetivos é comprovar a viabilidade do PLC enquanto alternativa para projetos nacionais de universalização de banda larga. Ambos os projetos são uma parceria entre a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul) e a Procempa, empresa pública que faz a gestão de TI e telecomunicações do município de Porto Alegre.
De acordo com o diretor-presidente da Procempa, André Kulczynski, o projeto na Restinga chamou a atenção do secretário de logística e TI do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, que pretende estudar a alternativa PLC. Na Restinga, os cabos de fibra óptica da Procempa foram instalados ao longo das torres de alta tensão da CEEE. A partir de uma subestação elétrica a internet segue via PLC para quatro prédios públicos do bairro. ?Chegamos a alcançar 33 Mbps com PLC, mas tivemos que instalar repetidores a cada 700 metros. É preciso desenvolver equipamentos com alcance maior para uso externo?, relata Kulczynski. Um próximo passo será instalar uma solução de telemetria para medir consumo de luz e água nas residências da Restinga. O projeto também conta com o apoio do Senai e da UFRGS.
Em Ulha Negra a idéia é levar fibra óptica até a subestação elétrica de Candiota, a 12 Km do centro da cidade, onde um ponto de acesso será instalado na prefeitura. A comunicação entre a prefeitura e a fibra óptica na subestação será feita com PLC. O convênio para o projeto será assinado este ano e a instalação dos equipamentos deve acontecer em 2008.
De acordo com Kulczynski, o ideal seria que os próprios chips para os modems PLC fossem fabricados no Brasil. Isso pode se tornar realidade após a inauguração do Ceitec (Centro de Excelência de Tecnologia Eletrônica Avançada), localizado em Porto Alegre.
Vale destacar que a Procempa pretende de associar à Aptel (Associação das Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações) e que o seminário anual sobre PLC promovido pela entidade será realizado em Porto Alegre esta semana.

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