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Futurecom 2007
Costa critica celulares; Acel contesta
terça-feira, 02 de outubro de 2007 , 00h08 | POR ANA LUIZA MAHLMEISTER, DE FLORIANÓPOLIS

Em seu discurso na abertura da Futurecom 2007, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, criticou as operadoras de telefonia celular por não oferecerem cartões pré-pagos com data de validade anual, além cobrarem tarifas ?cinco vezes mais caras que em outros países (US$ 0,5 o minuto)?. O ministro disse que chamará as empresas para discutir esses assuntos nas próximas semanas.
Para o presidente da Acel, associação das operadoras de telefonia celular, Élcio Zilli, o peso dos impostos inviabiliza o barateamento das tarifas do pré-pago. ?Em São Paulo, os impostos diretos chegam a 28,65% na ponta, em Rondônia é de 78,65%. Isso sem falar nos impostos indiretos sobre as empresas como o Funtel. Com o valor acumulado com esse imposto o governo poderia pagar com folga todo o orçamento da Anatel?, diz Zilli. O presidente da Acel também discorda do ministro sobre o custo da tarifa do pré-pago no Brasil, supostamente cinco vezes mais cara que em outros países. ?A Acel fez um estudo em que compara tarifas de diversos países e o Brasil está na média dos preços?, afirma o presidente da entidade.
Sobre a extensão da validade dos cartões pré-pagos para um ano, Zilli acha inviável. ?Como imobilizar um valor em dinheiro por um ano??, pergunta o executivo. Ele também criticou a distribuição de licenças do WiMax móvel que irá concorrer com as operadoras celulares nos principais mercados das grandes cidades ?sem obrigações de universalização?.
Outra crítica às operadoras feita pelo ministro sobre o custo da tarifa é de que ?o assinante que faz a chamada paga e quem recebe também?. ?Esse modelo foi abolido em 1999. Hoje só quem faz a chamada paga?, corrige Zilli.

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