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O3b intensifica estratégia no Brasil e quer fechar primeiro contrato até o começo de 2015
terça-feira, 02 de dezembro de 2014 , 23h07 | POR SAMUEL POSSEBON

A operadora de satélites O3b, que declarou em setembro cobertura global de seu sistema de satélites de órbita média, iniciou uma fase mais intensiva de prospecção de possíveis clientes no Brasil. A empresa fez nesta terça, 2, no Rio, sua primeira apresentação pública desde que as operações começaram. A proposta de negócio da empresa é oferecer um produto competitivo com a fibra para backhaul e capacidade corporativa, mas com a flexibilidade do satélite. A tecnologia de banda larga da O3b é a banda Ka, mas com o posicionamento da constelação de satélites em órbita média (cerca de 8 mil km), é possível entregar velocidades na casa de até 1 Gbps com latência razoavelmente baixa (150 ms) se comparada a outras soluções de dados via satélite. "Isso permite um outro universo de aplicações", ressaltou Sandro Barros, gerente geral da O3b no Brasil. Hoje são oito satélites, mas a capacidade deve ser aumentada para 12 com o lançamento de mais quatro artefatos em meados de dezembro. Cada satélite carrega dez beams que conseguem entregar, cada um, uma capacidade de 1,2 Gbps. Os beams podem ser configurados para focar a cobertura em pontos específicos e combinados para aumentar a capacidade.

No Brasil, a aposta da O3b é, nesse momento, o setor de empresas de telecomunicações, como uma solução para atendimento de backhaul aos sites das operadoras móveis e provedores de acesso. O primeiro negócio com uma operadora de telecomunicações no País está sendo fechado e deve ser anunciado até o começo de 2015. A empresa também busca parcerias no setor de energia (sobretudo plataformas de petróleo e mineradoras) e turismo (navios).

Apesar de só ter iniciado suas operações comerciais no segundo semestre deste ano, a O3b começa a observar o impacto que a tecnologia de banda Ka, combinada com a órbita média, tem. Segundo Omar Trujillo, principal executivo da empresa para a América Latina, em regiões remotas de várias ilhas do Pacífico, onde a cobertura de telecomunicações é limitada, a O3b já se tornou a maior provedora de serviços em capacidade. O mesmo aconteceu com a operação da Portugal Telecom no Timor Leste. A ideia da empresa é rapidamente ter um case desse tipo em uma região remota brasileira para demonstrar o potencial da tecnologia.

Barros explica que a O3b consegue hoje ter um custo operacional muito competitivo em relação a outras tecnologias de banda larga, e que os investimentos nos equipamentos de recepção acabam sendo compensados por esse Opex menor. Obviamente, o foco da O3b não é para venda de serviços ao consumidor final, mas, sim, a empresas com grandes necessidades ou teles que precisam de capacidade para atendimento em regiões não servidas por fibra.

A O3b tem entre seus principais acionistas a operadora de satélites SES e o Google.

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