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ABTA 2005
VoIP na TV paga só com parceria
quarta-feira, 03 de agosto de 2005 , 18h20 | POR REDAÇÃO

O cenário em que as operadoras de TV por assinatura se tornam uma alternativa para a competição na telefonia fixa com a oferta de voz sobre IP (VoIP) só poderá ser concretizado por meio de parcerias com operadoras com licença de STFC. Assim ficariam resolvidas dificuldades como ter um plano de numeração para telefonia local e acordos de interconexão. Este foi o consenso entre os representantes das operadoras de TV por assinatura presentes no painel "VoIP e Telecom: que caminho seguir?", que aconteceu na tarde desta quarta, 3, durante a ABTA 2005. Única prestadora de TV por assinatura a lançar comercialmente o serviço de VoIP, em parceria com a Primeira Escolha, a TVA pôde direcionar seus esforços para a distribuição da TVA Digital. "Se não fosse pela parceria, ainda não teríamos conseguido lançar a TVA Voz", admite o diretor de novos negócios da empresa, Amilton de Lucca.
Para o diretor de operações da Net Serviços, João Félix, é muito difícil se lançar no serviço de VoIP sem uma parceria, porque isso demanda uma mudança nos processos, sistemas de gerenciamento e de billing das operadoras de TV. "É melhor continuar sendo um bom double player do que ser um triple player ruim", compara.
O diretor de tecnologia da Sky, Luiz Celso Machado (conhecido no mercado como Xis), ressaltou que pode ser arriscado para quem não tem expertise entrar no negócio de voz: "Se não tiver um parceiro, vai quebrar a cara e perder dinheiro." Mesmo não tendo oferta de banda para seus assinantes, Xis afirmou que voz é sempre uma preocupação da Sky e uma das alternativas seria a parceria com uma tele, que por sua vez também não ofereceria IPTV. "Estamos no jogo, é uma questão de definir os papéis."
Já a Vivax, de acordo com o seu COO, Antônio João Filho, deve escolher ainda este ano o seu parceiro para iniciar a oferta de VoIP. Segundo ele, a Vivax recebeu proposta de parceria de incumbents que não operam em sua área de atuação, de espelhos e até de operadoras essencialmente de VoIP que nem existem mais. "Buscamos uma parceira com acordos de interconexão, pontos de presença, provisionamento de serviços de telefonia e clearing, que é bastante complexo", detalha o COO.

Packet Multimídia

A Net Serviços nega que esteja às vésperas do lançamento de seus erviço de voz com a Embratel, mas algumas coisas podem ser depreendidas da estratégia da empresa. A arquitetura tecnológica deve ser Packet Multimídia, que combina a flexibilidade do SIP com as garantias de qualidade do Packet Cable. José Félix não dá detalhes, mas afirma que essa seria a preferência natural nesse momento. Uma questão que não está clara será a marca do produto da Net e da Embratel, nem quem se relacionará com o cliente, mas a expectativa é que seja aquele que já se relaciona com o usuário, ou seja, a Net. José Felix voltou a afirmar o que Francisco Valim, CEO da operadora, já havia colocado: o serviço de voz da Net será um produto de massa, e não de nicho.

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