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Serviços móveis
Operadoras discutem desafios para aumentar o uso de SVAs
quarta-feira, 03 de outubro de 2007 , 21h32 | POR HELTON POSSETI, DE FLORIANÓPOLIS

Apenas 15% dos usuários que têm conhecimento dos serviços de valor agregado, de fato fazem uso desses serviços. E, destes, apenas 10% voltam a utilizá-los. Na Europa o índice daqueles que fazem uso dos SVAs chega em 40%, e dos que voltam a usar chega em 30%. Os números foram apresentados por Maurício Cascão, responsável pela área de novos negócios da TIM, nesta quarta-feira, 3, durante o Futurecom, em Florianópolis.
Durante o debate, executivos das operadoras e dos fabricantes de terminais discutiram os desafios para aumentar o uso dos SVAs no mercado brasileiro. Marco Quatorze, diretor de serviços de valor agregado da Claro listou uma série de ?fatores críticos?, responsáveis pela baixa participação dos SVAs na receita das teles móveis. O primeiro é fazer com que o usuário saiba que existe o serviço. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes essa é a primeira barreira para utilização. Outra barreira a ser superada é tornar os serviços mais fáceis de serem utilizados. Depois vem o preço e o benefício que o cliente enxerga no serviço. ?Estamos trabalhando para vencer esses desafios. Hoje temos um setor de atendimento no call center específico para serviços especiais?, diz Quatorze.
Oswaldo Melo, diretor da divisão de telecomunicações da Samsung, observa que existe uma gama enorme de serviços de valor agregado para pouca demanda. ?É preciso criar serviços de massa. E o usuário tem que reconhecer o benefício. A experiência tem que ser intuitiva, simples e fácil?, afirma.

SMS

Maurício Cascão, da TIM, lembrou um pouco a realidade brasileira, onde, segundo ele, apenas 0,5% dos aparelhos da base são smartphones. Além disso, mais da metade da base não tem sequer o acesso WAP. ?Para aumentar o acesso nós temos que criar serviços segmentados, que atendam não só o topo da pirâmide?, afirma. Para Marcos Quatorze, da Claro, ao invés de ?ficar tentando mandar o astronauta para a lua? (referindo-se ao esforço em promover o uso dos serviços mais avançados) o setor deveria se preocupar mais com o SMS, função que existem em grande parte dos celulares do mercado. ?A média de mensagens por cliente por mês no Brasil é de seis a sete. Em outros países emergentes como a Argentina é de 40; no México é 50?, afirma. Para ele, há dois fatores responsáveis por essa diferença, o preço e a carga tributária. ?Depois de um grande esforço dentro da Claro eu consegui reduzir de R$ 0,36 para R$ 0,30 a mensagem?, afirma.
Na opinião de Cascão, da TIM, os preços só não são menores justamente por causa da carga tributária. ?Hoje a operadora fica com cerca de 60% do preço cobrado do cliente final?. Para tentar estimular o uso do SMS, a TIM freqüentemente lança promoções de torpedos a R$ 0,07. Outra forma utilizada pelas operadoras de maneira geral é criar pacotes com acesso a dados e telefonia com uma tarifa flat.

2.0

Um caminho que tem se desenhado para estimular o uso dos serviços de valor adicionado são os recursos da chamada web 2.0 como a participação do usuário no desenvolvimento de conteúdo, ou o conceito de comunidades. A TIM por exemplo, criou o TIM Studio. Trechos de músicas, vídeos e imagens criadas pelos próprios clientes já podem fazer parte do portifólio de conteúdos da operadora. As criações podem ser feitas com o celular, computador ou câmeras digitais e postadas na internet, no site da TIM. Além das produções serem compartilhadas entre os clientes TIM em todos os Estados do Brasil, o produtor também ganhará R$ 1,50 em créditos a cada 10 downloads de qualquer conteúdo de sua autoria. Cascão não revela o número de clientes cadastrados, mas afirma que já teve mais de 15 mil downloads.

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