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Anatel lança centro de monitoramento e quer ampliar acompanhamento do desempenho das operadoras
segunda-feira, 03 de novembro de 2014 , 22h43 | POR SAMUEL POSSEBON

A Anatel inaugurou nesta segunda, dia 3, o seu centro de monitoramento integrado. Trata-se de uma sala de operações, similar às utilizadas pelas operadoras, que a agência pretende utilizar para fazer o acompanhamento dos indicadores de qualidade e de desempenho de operação das empresas. É um passo importante que a agência está dando no sentido de ter uma visão mais próxima da realidade das operadoras e acompanhar mais de perto o que está acontecendo nas redes e nos sistemas das empresas reguladas. Nesse primeiro momento, o centro ainda tem uma limitação em relação às funcionalidades. A informação mais próxima da realidade que é acompanhada é a de interrupções nas estações das operadoras móveis, dado que chega à agência com cerca de 20 minutos de defasagem em relação ao tempo real. De qualquer maneira, o esforço de consolidar, tratar e organizar as informações permite à agência um mapeamento mais claro de onde estão os problemas de rede e um acompanhamento mais próximo.

Outra informação fornecida pelo centro de monitoramento é o acompanhamento das metas de qualidade, mas nesse caso os dados têm uma periodicidade mensal. O ganho está no esforço de geolocalização dos problemas para que os técnicos da agência possam ter uma visão geográfica do problema.

Regulamento

Segundo Jarbas Valente, conselheiro e vice-presidente da Anatel, a proposta é ampliar aos poucos a quantidade de sistemas monitorados pela agência e reduzir o intervalo de atualizações, para o mais próximo possível do tempo real. "Não queremos ter acesso a todas as informações de um centro de controle porque não teríamos nem o que fazer com esses dados, mas estamos em processo de conversa com as empresas para saber que dados podem ser úteis", diz Valente. Por enquanto, a Anatel se concentrou em ter dados sobre o desempenho das redes das operadoras móveis, mas em breve dados das operadoras de STFC (telefonia fixa), SeAC (TV paga) e SCM (banda larga) devem ser incorporados ao sistema, nessa ordem de prioridade.

Uma das coisas que deve acontecer é a edição de um novo regulamento, que está sendo chamado de Regulamento de Gestão de Riscos, Monitoramento das Redes e Uso em Desastres. Ele não se confunde com o Regulamento de Fiscalização, que já dá à agência o acesso a alguns sistemas das empresas, em tempo real, para fins de fiscalização. "Queremos monitorar e agir preventivamente", diz Roberto Pinto Martins, superintendente de Acompanhamento de Obrigações.

Uma das coisas que a Anatel pretende incorporar ao centro de monitoramento são dados das centrais de atendimento, de modo que a agência consiga acompanhar, com razoável atualização, o volume e a natureza das chamadas aos call centers das operadoras. Hoje isso está sendo feito com o próprio call center da Anatel.

A agência não quer ter acesso aos sistemas das operadoras nem disparar comandos para os centros de operação. "Mas uma das coisas que seria importante para nós seria ter acesso às telas dos centros de controle das empresas, para saber o que está acontecendo em tempo real", diz o superintendente.

Com os dados que já estão sendo coletados de interrupções de rede, a Anatel está montando um mapa mais preciso, por exemplo, sobre pontos críticos da rede móvel, e com isso cobrando das empresas algumas linhas de ações para mitigar os problemas. "Quanto mais informações a gente tiver, mais completo será esse levantamento", diz Jarbas Valente.

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