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Saída de Schymura é tida como certa para as próximas semanas
quarta-feira, 03 de dezembro de 2003 , 20h00 | POR SÉRGIO SISTER E CARLOS EDUARDO ZANATTA

Fonte bem situada disse a TELETIME News nesta quarta-feira, dia 3, que o governo dá como "favas contadas", a saída de Luiz Guilherme Schymura da Anatel. Na avaliação da fonte, Schymura estaria não apenas isolado na própria agência, como, ao contrário do esperado, não conta com o apoio das grandes operadoras de telefonia. Não seria improvável um pedido de renúncia nas próximas duas semanas.
Já em relação à indicação de Pedro Jaime Ziller, ganha força nos bastidores do Executivo e Legislativo a convicção de que o atual secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações pode ser bem aceito para substituir Schymura na presidência da agência. Uma fonte observa que a reação de representantes das operadoras e de analistas tem sido positiva. "Estão ressaltando suas características como técnico e bom negociador", lembra.
Há controvérsias, no entanto, sobre a relação entre a escolha de Ziller e a permanência ou não de Miro Teixeira à frente do Ministério das Comunicações, na esperada reforma ministerial a ser feita por Lula. A mesma fonte que considera certa a saída de Schymura da agência diz que a escolha do secretário do Minicom indica a certeza quanto à saída de Miro do ministério. A informação é de que Ziller teria rejeitado o cargo dizendo que prefere ser secretário do Minicom a conselheiro da Anatel. Ocorre, porém, que com a saída de Miro, ele também sairia, pois o PMDB, que ficará com a pasta, vai querer ocupar todos os espaços do ministério.
Um parlamentar governista, contudo, interpreta de forma completamente oposta: Ziller teria sido indicado justamente porque Miro vai ficar no Minicom.
Esta mesma fonte, reforçando a expectativa de que o novo conselheiro indicado também irá ocupar a presidência da Anatel, comentou que o nome do atual vice-presidente da agência, Antônio Carlos Valente, foi ?enredado? junto a Lula por oponentes, que teriam afirmado que ele tenderia a favorecer as empresas. O presidente da República teria então decidido por ?mudar tudo de vez?, optando pelo ex-líder sindical Ziller.

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