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Ativos da Vésper perdem atratividade
quarta-feira, 04 de setembro de 2002 , 18h00 | POR REDAÇÃO

Embora esteja oferecendo hoje um produto considerado vitorioso em potencial, o telefone fixo-móvel, a Vésper deixou de ser uma oportunidade interessante de compra para as operadoras fixas. Tornou-se praticamente uma empresa móvel e envolveu-se numa disputa judicial com a Telemig Celular e a Amazônia Celular, além de um processo administrativo por descumprimento de obrigação (Pado) com a Anatel, a pedido da concorrência. Tanta confusão afastou possíveis investidores, pelo menos até que a situação se resolva. A análise é de um acionista de uma das operadoras fixas presentes no Brasil, que prefere não se identificar. Ele admite que um telefone com tarifa de R$ 0,05 por minuto e mobilidade, como o produto da Vésper, é atrativo e, se for regulamentado pela Anatel, a operadora se tornará um alvo interessante. Mesmo porque outras empresas, ao contrário da Vésper, pagaram para ter licença de telefonia móvel, como a BCP, em São Paulo, que desembolsou US$ 2,6 bilhões. Porém, do ponto de vista do mercado, pode ser considerado injusto que uma empresa que não pagou nada pela mobilidade obtenha a licença, opina o acionista.
Mas o presidente da Qualcomm, Marco Aurélio Rodrigues, principal acionista da Vésper, nega que a operadora tenha mudado seu perfil de telefonia fixa. Começou a operação com plataforma Wireless Local Loop (WLL) e assim continua. A diferença, diz ele, é o tipo de terminal, que inicialmente não induzia à mobilidade, fato revertido com a autorização da Anatel para uso de um terminal móvel, com alcance permitido apenas à propriedade do usuário. Rodrigues não quis entrar em detalhes devido aos processos, administrativo e judicial, em andamento. Admitiu apenas que continua em estudo a compra de licença das sobras das bandas D e E, o que resolveria em algumas áreas o problema da mobilidade.
Rodrigues também não entrou em detalhes sobre a contratação de Brian Schicker como vice-presidente executivo da unidade de negócios de consumo da Vésper. Ex-presidente da Americel e Claro Digital, Schicker traz sua expertise de operação móvel para uma operadora fixa com um produto que lhe dá mobilidade. E seu novo cargo é voltado para usuários domésticos e pequenos negócios.

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