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Listas telefônicas
Grupo Estado reassume controle da OESP Mídia
sexta-feira, 05 de julho de 2002 , 17h44 | POR REDAÇÃO

O Grupo Estado reassumiu o controle integral da OESP Mídia, que edita listas telefônicas nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. O grupo recomprou 40% das cotas que pertenciam à norte-americana BellSouth Advertising & Publishing Corporation (Bapco). O valor do negócio não foi revelado. O presidente da OESP, Fernando Mesquita, disse que o Grupo Estado se associou à Bapco em 1999 como estratégia para enfrentar o novo ambiente competitivo que então se desenhava com a privatização do Sistema Telebrás. À época, a OESP Mídia foi isolada do Grupo Estado e se tornou uma empresa legalmente constituída. ?Estamos reconsiderando o planejamento estratégico e devemos retomar as sinergias operacionais e comerciais com o Grupo Estado?, afirma Mesquita. O presidente da OESP Mídia calcula deter um market share de 60% em São Paulo, onde seu maior competidor é a TPI, empresa do grupo Telefónica. No Rio de Janeiro, a OESP concorre com a Telelistas. A OESP, além de editar listas telefônicas, também trabalha com soluções business-to-business e guias eletrônicos na Internet e faturou R$ 100 milhões no ano passado, dos quais R$ 12 milhões vieram dos serviços de Internet. De acordo com Mesquita, a OESP Mídia não tem pretensão, por ora, de se expandir para outros mercados além de SP e RJ.

Regulamentação insuficiente

Segundo Fernando Mesquita, a regulamentação atual sobre listas telefônicas não é clara o suficiente para disciplinar o mercado. Pela Anatel, as teles são obrigadas a fornecer seus cadastros para todas as editoras de listas; distribuí-las indiscriminadamente a todos os assinantes; e uma operadora não pode competir diretamente no mercado de listas telefônicas. Mesquita não especifica claramente os problemas mas diz que o mercado de São Paulo "é muito complexo". No RJ, em maio passado, a Secretaria de Direito Econômico obrigou a Telemar a atender a todas as editoras e não privilegiar apenas a Telelistas. A Listel, outra concorrente daquele mercado, havia recorrido ao Cade, reclamando que a Telemar estava beneficiando apenas a Telelistas. O privilégio concedido à empresa, segundo a Listel, se deve à associação da editora com a operadora, o que é proibido pela Anatel. As editoras de listas telefônicas movimentaram um mercado estimado em R$ 650 milhões no ano passado.

BCP

Mesquita se absteve de fazer comentários sobre a BCP, em que o Grupo Estado e a BellSouth detêm participações. O Grupo Estado detém 6% na BCP São Paulo e 4% na BCP Nordeste e a BellSouth participa com 44,5% na BCP São Paulo e 47% na BCP Nordeste. O presidente da OESP Mídia diz que essas operações são tratadas por áreas distintas tanto no Grupo Estado quanto na BellSouth. A BCP entrou em default desde março quando deixou de pagar uma parcela de US$ 375 milhões de sua dívida e continua negociando com os credores para chegar a uma solução.

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