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Conteúdo no celular
Filão feminino é potencial para SVAs, diz pesquisa
quarta-feira, 05 de outubro de 2005 , 18h48 | POR IVONE SANTANA

A força no mercado de download de conteúdo móvel deverá vir do público feminino, nos próximos dez meses, quando a participação das mulheres deverá passar de 18% para 58%, segundo pesquisa encomendada pela LogicaCMG. Somente 50% das usuárias em todo o mundo interessam-se por diversidade de conteúdo e serviços no celular, revelou a amostra, o que indica um caminho a ser explorado com mais eficiência pelas operadoras. Se não houver uma abordagem específica, não haverá aumento na participação feminina nesses downloads, pelo menos no prazo de um ano.
A pesquisa foi realizada entre maio e junho deste ano junto a 1.000 adultos em cada um dos seguintes territórios: Europa (Alemanha, Itália e Inglaterra), Ásia-Pacífico (Malásia), América do Sul (Brasil) e América do Norte (EUA). Os institutos de pesquisa contratados foram o Ibope, na América do Sul; a TNS, na Europa e na América do Norte; e o Synovate, na Ásia-Pacífico.
Os dados compilados revelaram ainda que as mulheres estão 33% mais propensas do que os homens a não adquirir downloads de conteúdos básicos, como ringtones e imagens multimídia. Mas o sexo masculino está 16% mais inclinado a baixar jogos móveis. Além disto, quando o tema é esporte, o interesse deles é o dobro do percentual do das mulheres para assinar algum serviço de conteúdo. Uma explicação pode estar na forma de pagamento. As mulheres, segundo a mostra, preferem pagar o conteúdo de uma única vez, para terem o controle dos gastos, e o sistema pré-pago é 14% mais popular entre elas do que entre os homens. Por isso, elas gostam de conteúdos básicos – o pagamento pode ser único, ao contrário de serviços de assinatura.
Em relação às promoções em conteúdos móveis, 24% do público feminino prefere que isto seja convertido em chamadas e mensagens de texto, ao invés de descontos em futuros downloads de conteúdo, diz a pesquisa.
Na opinião de Lisa Modisette, chefe da Women in Mobile Data Association, entidade que promove o desenvolvimento de conteúdo e aplicações móveis para mulheres e mercados não explorados, a população feminina é a chave para aumentar as receitas das operadoras, através do fornecimento de conteúdo móvel. Para a vice-presidente sênior de marketing de telecomunicações globais da LogicaCMG, Jayne Chace, ?as operadoras que reconhecerem as diferenças nos hábitos, exigências e preferências entre os usuários de telefonia móvel masculinos e femininos poderão ser recompensadas.?

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