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Incertezas na telefonia móvel afetam ações da BrT
quarta-feira, 05 de novembro de 2003 , 19h48 | POR REDAÇÃO

O mercado não recebeu com entusiasmo os resultados trimestrais da Brasil Telecom. Principalmente da holding, cujas ações preferenciais tiveram queda de 3,08%, fechando cotadas a R$ 21,10. A operadora (BRTO4) sofreu menos: queda de 1,36%, a R$ 13,75. A reação negativa dos investidores, segundo justificam analistas ouvidos por TELETIME News, refere-se menos à situação presente da companhia e mais às dúvidas sobre seu futuro.
De fato, a contabilidade do terceiro trimestre revela apenas uma pequena queda de 2,8% no lucro de R$ 116 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. Sua receita líquida, de R$ 2,053 bilhões foi 12,8% superior à do terceiro trimestre de 2002, graças ao aumento do tráfego local e transmissão de dados. Chegou ao final de setembro quase sem crescimento no número de linhas instaladas: 10,68 milhões contra 10,54 milhões registradas um ano antes. E sua margem EBITDA caiu um pouco. Até aqui, nada muito diferente do que se esperava e nada de excepcional em relação às demais operadoras de telefonia fixa.
O que incomoda os analistas é o enfraquecimento da companhia justamente naquilo de que dependeria para sua expansão: a telefonia celular. Sem participação nesse segmento, a Brasil Telecom perdeu receita nas chamadas de celulares para linhas fixas (-7,5%) e nas ligações interurbanas (-2%). Esse, aliás, foi o motivo alegado para justificar a queda de rentabilidade da empresa.

Dificuldades

A presidente da Brasil Telecom, Cala Cico ponderou, em teleconferência para analistas nesta quarta-feira, 5, que a companhia pretende iniciar sua operação comercial de telefonia móvel a partir do primeiro trimestre do ano que vem. Acha que em alguns dias a Anatel vai julgar o cumprimento de suas metas de universalização de telefonia fixa, o que permitiria o sinal verde para a operação móvel ainda este ano.
Mas a situação não é simples. Em primeiro lugar, devido às disputas entre os principais acionistas (Opportunity contra Telecom Itália e fundos de pensão). Se os italianos conquistarem o direito de voltar ao grupo de controle, a BrT não poderá atuar na telefonia celular porque, no caso, um dos sócios já está operando através da TIM. Mesmo achando que a empresa tem valor, o analista Jeffrey Noble diz: ?nós não podemos ficar mais entusiasmados com a ação até que haja alguma luz no conflito de acionistas?.
Depois, a entrada da BrT na telefonia móvel, se confirmada, chegará com atraso ? que pode ser considerado irreparável ? na disputa com a concorrência da Vivo e da Oi.

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