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Banda larga
UIT promete implantação comercial do G.fast ainda em 2015
sexta-feira, 05 de dezembro de 2014 , 16h17 | POR REDAÇÃO

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) anunciou nesta sexta-feira, 5, em Genebra, a aprovação da camada física do padrão de tecnologia para banda larga fixa G.fast. Com isso, aliada à aprovação de abril deste ano, que especificou métodos para garantir que equipamentos não causem interferência em outros serviços como rádio FM, a entidade libera os primeiros testes reais com a tecnologia, que tem como principal vantagem utilizar linhas de cobre para entregar velocidades de até 1 Gbps.

O Broadband Forum trabalha com a UIT para as implantações do G.fast, e já espera ter um teste de interoperabilidade de equipamentos e chipsets já em janeiro de 2015. Um teste ainda em beta está programado para o meio de 2015, e implantações comerciais do padrão deverão acontecer no mercado até o final do ano. O grupo de estudo da UIT que cuida do projeto já começou a trabalhar em uma extensão de recursos para melhorar o desempenho, incluindo o alcance para baixo consumo. A promessa é que essas novidades possam ser incorporadas nos testes já em julho do ano que vem. De acordo com o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, o período entre aprovação do padrão e a implantação "parece se desenhar como o mais rápido de qualquer tecnologia de acesso nos últimos tempos".

A União espera que o G.fast melhore não apenas os serviços de banda larga, mas também promova vídeos em 4K e 8K para serviços IPTV de próxima geração, além de armazenamento na nuvem e comunicação via vídeo HD. O padrão, diz a entidade, serve "confortavelmente" para acessos corporativos de pequenas e médias empresas, enquanto outros teriam inclusive pensado em backhaul para small cells e hotspots Wi-Fi.

O G.fast utiliza a arquitetura de fibra até o ponto de distribuição (FTTdp), combinando fibra com o par de cobre e a transmissão dos últimos metros por xDSL. Com uma distância máxima de 400 m até o ponto de distribuição, um ou mais  pares de cobre podem ser utilizados – o que garante uma implantação muito mais barata do que chegar com fibra até o usuário e o aproveitamento das redes legadas.

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