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Serviços Móveis
Unicel entra pra baixar os preços e generalizar o uso
terça-feira, 06 de fevereiro de 2007 , 16h31 | POR CARLOS EDUARDO ZANATTA

De acordo com Edward Jordan, o investidor e administrador de investimentos que vai capitalizar a Unicel, a empresa pretende entrar no mercado brasileiro para ocupar um espaço pouco considerado pelas operadoras que estão no País: ?É curioso como em países com situação semelhante à do Brasil, apesar de terem população muito superior, como a China e a Índia, as empresas conseguem prestar serviços móveis por valores muito inferiores aos que são pagos pelos brasileiros?, afirma Jordan.
Para conseguir esta diminuição de preços nos serviços, a empresa está sendo montada de forma enxuta, com pouquíssima infra-estrutura e custos baixos de forma a poder oferecer seus primeiros acessos pré-pagos em menos de um ano após a assinatura do contrato. A empresa vai oferecer ligação local 40% mais barata que a realizada pela média do mercado atual. Esta mágica aparente será conseguida pela diminuição dos custos da empresa (quase nenhuma publicidade, venda apenas de chip sem aparelho, busca de parcerias para vender os chips, entre outras providências).
Apesar do otimismo tanto do investidor norte-americano quanto de José Roberto Melo, proprietário da Unicel, há quem duvide que a empresa consiga seu intento na medida em que não estaria contando com a reação da concorrência a uma operação que pode dividir significativamente o mercado mais importante do País.

Rede e TI

Segundo Luis Roberto Ferreira, representante no Brasil do investidor estrangeiro, e certamente um dos futuros executivos da Unicel, apesar do custo mais alto para implantação, a manutenção da plataforma (e do sistema como um todo), a modalidade pré-paga é muito mais barata e mais simples que a pós-paga. O plano da Unicel é ter o pós-pago somente depois de uns três anos de operação efetiva. Ainda de acordo com Ferreira, que foi diretor de tecnologia da Brasil Telecom, o custo de implantação das novas redes caiu muito nos últimos tempos: ?A rede GSM, por exemplo, tem uma escala formidável e uma gama enorme de fornecedores, o que comporta a redução nos investimentos?. Aliás, a Unicel já está praticamente acertada com a Ericsson para fornecer os equipamentos.
Em relação às ERBs, haverá certamente compartilhamento de infra-estrutura com todas as operadoras que já trabalham em São Paulo. Os investimentos iniciais na operação de São Paulo, até que a empresa chegue ao break even serão de US$ 150 milhões. Em relação à tecnologia da informação, um dos custos bastante significativos no início de um projeto, Ferreira avalia que sua contratação está ainda mais bem encaminhada que a parte da rede.

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