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CTIA Wireless
Empresas de conteúdo são estrelas para operadores móveis
quinta-feira, 06 de abril de 2006 , 19h18 | POR REDAÇÃO

O segundo dia da CTIA Wireless, evento da indústria de telefonia móvel dos EUA que acontece esta semana, em Las Vegas, foi dos grandes produtores de conteúdo mostrarem o quanto apostam neste novo meio para a oferta de conteúdos. Ao contrário do Brasil, onde a maior parte dos grupos de mídia ainda age de forma tímida e com pouca inovação em relação ao celular, nos EUA já existe, dentro das empresas de comunicação, unidades de produção específicas para a plataforma móvel. Ganharam destaque as apresentações da Black Entertainment Television (BET) e da MTV.
"Mídia é parte do negócio de vocês agora", disse Debra Lee, presidente da BET, à platéia de profissionais da área de telefonia móvel. Trata-se de uma mensagem clara vinda do maior grupo de comunicação voltado à comunidade negra norte-americana. Uma "minoria", como eles se classificam, com poder de compra de US$ 800 bilhões ao ano, perdendo apenas para o mercado latino (US$ 1 trilhão) entre os grupos étnicos existentes nos EUA. Na visão da BET, o celular está intimamente ligado a um comportamento jovem, cuja dinâmica ainda está longe de ser plenamente conhecida pelos grupos de comunicação tradicionais. Mas são cada vez mais evidentes, segundo Lee, os elos entre o que funciona no mundo móvel (como músicas que podem se tornar ringtones com facilidade) e o que faz sucesso nas mídias tradicionais.

Interação via celular

Van Toffler, presidente da MTV Networks, também falou à platéia de telefonia como keynote. Ele relata a experiência entre o público consumidor jovem e mostra que chega a ser superior a 60% o aumento de uso de serviços móveis entre o público dos canais da MTV. "Nossa audiência tem necessidade de interagir com os produtos de mídia, e isso está sendo feito pelo celular". Ele acredita que o ganho de qualidade decorrente de novas redes móveis deve ampliar a tendência de que novas atrações televisivas tenham versão para celular ou mesmo sejam lançadas antes (ou exclusivamente) para o público móvel.
Na visão de Toffler, o único erro que as empresas de comunicações não podem cometer no universo da mobilidade é oferecer conteúdos de qualidade incompatível com os valores cobrados. "Além disso, a absorção dos conteúdos pelo celular é diferente, e isso precisa ser melhor compreendido por quem os desenvolve."
Mais ou menos na mesma linha foi a apresentação da Fox Mobile, divisão da Fox para o mercado móvel, realizada no evento da revista Billboard paralelo à CTIA. A empresa lançou recentemente o Mobizzo, um portal móvel para conteúdos desenvolvidos pelo grupo Fox. A Fox foi um dos primeiros grupos de comunicação nos EUA a entender que existem oportunidades diferentes no mercado móvel e já se dedica a essas aplicações há cinco anos.

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